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oitentaeoitosim

19
Abr22

Respeitável instituição?

Jorge

A guerra que virá

Não é a primeira. Antes dela

Houve outras

Quando a última terminou

Havia vencedores e vencidos.

Entre os vencidos o povo miúdo

Sofria fome. Entre os vencedores

Sofria fome o povo miúdo.

 

Bertold Brecht

a

 

Pelos livros de História sabe-se muito acerca de conflitos bélicos anteriores como por exemplo sobre as guerras púnicas sobre as guerras dos 7 dos 13 e 100 anos sobre as cruzadas sobre a guerra dos Farrapos sobre as guerras do ópio sobre as guerras civis sobre as guerras de libertação sobre as guerras mundiais por exemplo.

   Sobre o atual conflito guerra ou operação militar na Ucrânia ainda pouco se sabe apesar da larga cobertura dos média mas há aqueles que asseveram que à Rússia (que até não tem um hino belicista) assiste o direito na sua qualidade de potência geostratégica e económica mundial de pôr ordem no país vizinho porque sim.

b

Pelos livros de História sabe-se que as guerras são declaradas por homens e mulheres valentes nas artes e armas da guerra em busca de vitórias que proporcionem mais guito mais honrarias mais hegemonia ou mais poderio sobre terras e mares do planeta com natural submissão de comunidades humanas que estiverem mais a jeito.

   Sobre o atual conflito guerra ou operação militar na Ucrânia pouco se sabe apesar da larga cobertura dos média mas há quem assevere que assiste à Rússia na sua qualidade de antiga «dona» da Ucrânia o direito de pôr ordem no país vizinho porque sim.

c

Pelos livros de História é possível apreender datas nomes de batalhas número de finados que cresce com o tempo então as 2 últimas guerras mundiais vitimaram vários milhões de pessoas armadas e desarmadas e a coisa está ainda a ficar pior porque por um lado a indústria do armamento tem sido capaz de produzir ao longo dos tempos armas cada vez mais mortíferas tipo videojogos e por outro a população mundial tem aumentado com pois multiplicam-se as promessas de bem-estar e de paz.

Sobre o atual conflito guerra ou operação militar na Ucrânia pouco se sabe apesar da larga cobertura dos média mas pelo que se ouve e vê o número de baixas entre o pessoal fardado é incrivelmente baixo ou as contas ainda não estão feitas ou ambos os lados não querem abrir mão dos dados embora sobre informação sobre angústia o desespero das pessoas não-fardadas de aldeias vilas e cidades defenestradas do país invadido que por vezes o silêncio é doiro porque sim.

d

Não é preciso recorrer a livros de História para saber-se que em tempo de paz quem atenta contra a integridade psicológica moral e física do próximo leva que contar mas raramente um chefe militar é chamado à pedra por ter dado ordens para matar pessoas fardadas do outro lado das trincheiras com armas de classe A B C D ou E até é bem capaz de ser medalhado por feitos bélicos.

  Sobre o atual conflito guerra ou operação militar na Ucrânia pouco se sabe apesar da larga cobertura dos média e estranha-se até não tem havido muitas manifestações de massas pelo mundo fora pelo fim das hostilidades ao estilo daquelas ocorridas contra a presumida limitação de liberdades ditadas pela pandemia em países mais desenvoltos a guerra é a guerra porque sim.

e

Não é de todo preciso recorrer aos livros de História para saber que a ONU foi constituída para acabar também com as guerras mas esta organização (muralhada na sua Carta e a sua Declaração Universal dos Direitos do Homem) raramente dá uma para a caixa há atualmente confrontos bélicos espalhados pelos 4 cantos do mundo e que se saiba são poucas as culpas formadas nos últimos tempos a coisa tolera-se como se tolera as disputas pela apropriação de bens coletivos a exploração laboral tenaz à escala global a poluição etc. verdade seja dita que a ONU aprova moções contra a guerra dá guarida a refugiados o que já é alguma coisa na implementação da Paz a que todo o mundo ambiciona (nos concursos de beleza inclusive).

Sobre o atual conflito guerra ou operação militar na Ucrânia pouco se sabe apesar da larga cobertura dos média todavia dá para entender que a ONU não está contente com a mortandade imposta pelo sr. Putin que não seguiu as regras previstas nas convenções de Genebra e tem levado a cabo ações malévolas que serão denunciadas em tribunal especializado no seu devido tempo porque sim.

f

Não é preciso ler livros de História para saber que há já países sem Forças Armadas que são poucos e pequenos sem ambições imperialistas mas são efetivamente um mau exemplo que tende a parar por aqui ou regredir que a indústria do armamento que dá de comer a muita gente quer continuar de vento em popa nas Bolsas e nos Mercados.

  Sobre o atual conflito guerra ou operação militar na Ucrânia pouco se sabe apesar da larga cobertura dos média que o segredo é a alma do negócio mas desconfia-se que as ações das empresas globais que operacionalizam as guerras estarão a valorizar-se porque as batalhas se centram na Europa o que parece valorizar a coisa porque sim.

g

 Não é preciso ler livros de História para saber que os donos-disto-tudo andam nervosos há uma nova conjuntura económica à vista e que fazer vítimas dominantes na estrutura económica global antecedente e trazer para a ribalta novos intérpretes de outras latitudes que dominem a seu jeito o numerário as cripto-divisas as ações as obrigações os fundos e outros que tais aliás é credível que o submundo global também esteja alerta senão em convulsão que o tráfico clandestino também poderá estar em convulsão com a possível chegada de novos intérpretes de outras longitudes também.

  Sobre o atual conflito guerra ou operação militar na Ucrânia pouco se sabe apesar da larga cobertura dos média e menos se sabe nem como nem quando terminará mas há quem acredite que a atual estrutura produtiva global vai permanecer incólume depois do confronto quando muito algumas cartas de trunfo mudarão de mãos que ainda estão longe desassossegos radicais porque sim.

guerraguerra2.png

26
Jan22

Pequenas coisas da vida

Jorge

I

 Numa manife, em dia de greve recente, alguém levanta bem alto um cartaz: «Santander vai distribuir 1 700 milhões pelos acionistas a partir de novembro. Para os trabalhadores despedimentos».

É ponto assente, na comunidade mundial, que o motor da economia dos países que é a maximização dos lucros. Assim, o sucesso no sistema global não se compadece com choradinhos destes, para mais sabendo que qualquer fator de produção, como a força de trabalho, é ponderável, em qualquer momento. A distribuição de vastos lucros por acionistas evidencia a justeza das políticas empreendidas; é deste jeito que se constrói a felicidade de todos cá na Terra, o resto é conversa, certo?

 II

Num dia destes, o senhor Miguel S. Tavares escreveu no semanário «Expresso» isto que aqui me permito reproduzir:

«Certos povos do Norte (da Europa), de tradição luterana, temem o dinheiro e o seu efeito nefasto sobre as frágeis almas humanas. Desconfiam das grandes fortunas, taxam-nas com impostos, perseguem-nas com uma crítica social sempre latente que as faz serem grandes mecenas de hospitais, universidades, orquestras, centros de investigação (…). Pelo contrário aqui no Sul (…), por comodidade, nos conformámos com a doutrina da Santa Madre Igreja: Deus, cujo reino não é desta terra, fez o mundo com pobres e ricos e só no outro mundo administrará a sua justiça».

 Cabe assim no nosso entendimento o desabafo de um certo candidato à presidência duma Ordem profissional deste país, o qual garantia, em vésperas de eleição, que, enquanto houver pessoas, a corrupção estará aí para durar e lavar…

 III

 Parece que as excursões ao espaço exterior à Terra vieram para ficar, assim o queiram empresas lançadas na senda do negócio e as pessoas muito ricas do planeta, por enquanto. Se der para o certo, num futuro aproximado, guardar dinheiro para orbitar a Terra pode tornar-se tão comum quanto economizar para a casa própria.

Longe vão os tempos em que a indústria hoteleira deste planeta acolhia sobretudo pessoal mais abonado. Depois, as férias democratizaram-se, muita gente por esse mundo fora já reserva uma parcela do orçamento familiar para esse efeito. Que as viagens espaciais fomentam o aumento da poluição terrestre e espacial parece certo, mas o progresso não tem peias…

 IV

O fabrico de carros elétricos, eólicas ou smartphones necessita de quantidades importantes de minérios provenientes do outro lado do mundo. Esta dependência material atinge, atualmente, níveis alarmantes na Europa, um dos maiores clientes da coisa, como de outros negócios evidentemente.

 À conta disso, a União Europeia estabeleceu uma lista de 30 matérias-primas «críticas» – combustíveis à parte -, ou seja, indispensáveis a estas e outras indústrias europeias, mas ameaçadas por um risco de rutura ou de aprovisionamento/reservas (bauxite, cobalto, nióbio, bismuto e terras raras sobretudo). Daí qua a extração da mesma - bastas vezes encontradas em poucos locais, longínquos, por sinal – mereça estar cuja debaixo de olho (não só da UE)… Respeito aos superiores interesses!...

23
Out21

Uma (irreal) cena pandémica

Jorge

Um senhor cantor

Terá recebido 50 mil euros

do Estado

para fazer um disco

a ser lançado brevemente.

O senhor é um ás

no panorama musical

muito menos

lá por fora.

 

Em tempos de pandémicas restrições

sabe bem uma benesse destas

cai como mel na sopa.

O sortudo

não botou a boca no trombone

só os mais próximos

terá tomado nota do fortúnio.

Ele arriscou e petiscou

Mais nada!

 

Mas num paraíso da coscuvilhice

Tudo se sabe

a cena apareceu escarrapachada

em jornais e redes sociais

muitos comentários não foram meigos

com a exceção aberta.

Houve outros cantores

incautos e distraídos

que ficaram de monco caído

queriam do Estado igual benesse.

Cadê o meu?!

Mas tiveram de enfiar a viola num saco!

 

Pelo amor à santa!

Por onde tem andado

este pessoal!

Ainda não deu para aprender

que neste orbe terráqueo

só o Sol nasce para todos?

Sói dizer-se que

as coisas boas vêm

quando estamos distraídos

mas só às vezes!

máscara 2.jpg

                                                                                                            - Já agora, obrigado por usar máscara! Há quem não o faça!

                                                                                                             - Eu sei! A isso chamo de irresponsabilidade!  

 

08
Out21

Uma (real) cena pandémica

Jorge

Tito é interpelado à porta do restaurante:

- Amigo, e a máscara?

- Desculpe lá, esqueci-me de a pôr

‘tava distraído, é só um instante!

Em 2 tempos

Tito rapa da máscara cirúrgica

que trazia estreme

no bolso de trás

das suas jeans  

acabadinho de comprar na feira

daquela localidade.

Já nos conformes

Tito pede de almoço

um cozido à portuguesa

Bem avinhado por sinal!

 

Desde os aperitivos

até ao momento da bica

e do digestivo

Tito não volta a ajustar à cara

a máscara obrigatória

que se queda desamparada

no espaldar da cadeira

que Tito ocupa regaladamente.

Contas feitas dirige-se à porta de saída

num ato reflexo

ajusta a máscara ao rosto

até ao carro estacionado a 2 passos

onde a deposita no lugar do morto.

Máscara.jpg

Esqueci-me d' algo?

 

29
Set21

Excetivo

Jorge

Estavam marcadas eleições, na república.

De Evelino sabe-se ser um tipo bem arriado, de saúde cuidada, com bom emprego, casinha própria já paga, detentor de carrinho de média gama. Dotado de verbo fácil, ele sabe de poda eleitoral, de orçamentos, de política fiscal, de subsídios comunitários, de angariação de fundos, sabe da poda e costuma ter resposta pronta, na ponta da língua!

Evelino assume a sua candidatura àquelas eleições, como cabeça duma lista de cidadãos independentes das formações partidárias estabelecidas no terreno, que os tempos estão de feição de pugnar antes por diferentes causas sociais, não necessariamente conduzidas por batutas partidárias.

Poucos auguravam sucesso aquela sua lista de independentes, menos ainda, desde que, no decurso duma arruada - ocorrida ao terceiro dia de campanha eleitoral - Evelino dá uma brutal queda que, entre outras sequelas, lhe desfaz a dentadura, cuja reparação cabal levaria mais tempo que a restante campanha eleitoral. Apesar de óbvias dificuldades, nomeadamente no andar e no fazer-se entender a propósito, não desiste de presidir a todas as ações programadas, sessões de esclarecimento inclusive, bastante concorridas por sinal.

A lista de independentes sai vencedora.

PS - Entretanto, está a ser proposta, por um grupo de cidadãos (inclui edêntulos), a ereção de um memorial alusivo, no local daquela queda.

 

Eleição.jpg

                                                            Neve (de outubro)?

                                                            Não, panfletos eleitorais...

16
Set21

Infortúnio

Jorge

Veio a público que

V. é empresáriovem sendo indiciado de fraude fiscal.

V. é suspeito de corrupção, de recebimento indevido de vantagens, de branqueamento de capitais, de tráfico de influências e outra vez de fraude fiscal.

Sobre V. impede a acusação de um calote a um banco, de vastas dezenas de milhões de euros.

Duma vez, V. terá conseguido, comprar uma dívida bancária de 54 milhões, por um sexto do valor.

V. estará ainda indiciado de promover bem treinadas operações financeiras, à escala nacional e internacional, amparado na ação proficiente de testas-de-ferro, donde extrai importantes dividendos a seu favor.

 

Mais veio a público que:

V., na sua qualidade de presidente duma agremiação desportiva, vem sendo associado também a procedimentos que podem envolver corrupção desportiva.

V., na sua qualidade de presidente do mesmo clube desportivo, não se livra da suspeita de mandar dar vouchers e enviar emeiles a pessoas certas, para além de se servir de «toupeiras», em locais apropriados, para suposto proveito seu e da agremiação a que preside.

V., na sua qualidade de presidente duma agremiação desportiva, terá ainda tentado fazer uma OPA (oferta pública de aquisição) da SAD (sociedade anónima desportiva) do clube desportivo a que preside que favorecia sobremaneira amigo de longa data.

V., na sua qualidade de presidente dum clube desportivo, terá envolvido em negociatas empresas do emblema a que preside, em proveito próprio (quem, sem receber compensação financeira fixa pela gestão dum grande emblema, não se sentiria tentado, que levante o braço e diga «Eu!»).

 

No caso patente, a Justiça apurou o seu longo braço, disse presente, quer tirar as coisas a limpo, enfim quer saber tudo tintim-por-tintim; lá mais para a frente, se saberá da verdade dos factos a V. apontados …

 

Oração.jpg

"E, por favor, protege-me de mostrar aparência de ter agido mal"

 

16
Jul21

Vidas 5

Jorge

Estavam reunidas 6 pessoas que se conheciam, em torno duma mesa, a jogar às cartas, sendo que 3 delas bebericavam bebidas alcoólicas, que um copito afere a adrenalina.

Estavam reunidas essas 6 pessoas que se conheciam, em torno duma mesa, a jogar às cartas, sendo que 3 delas eram abstémias, mas escorripichavam água, por indicação médica.

Estavam reunidas 6 pessoas que se conheciam, em torno duma mesa, a jogar à sueca, sendo que 3 parceiros também se entretinham a bebericar copázios de vinhaça, cervejota e ginjinha.

Estavam reunidas 6 pessoas que se conheciam, em torno duma mesa, a jogar às cartas, sendo 3 parceiros também escorripichavam taças de água mineral lisa, água mineral gaseificada e da torneira.

Estiveram reunidas 6 pessoas que se conheciam, em torno duma mesa, a jogar às cartas, sendo que, terminada a função, o trio vencedor deitou abaixo mais um penalti, uma jola e um copito de água-pé, para comemorar.

Estiveram reunidas 6 pessoas que se conheciam, em torno duma mesa, a jogar à sueca, sendo que, terminada a função, o trio vencido deitou abaixo mais uma água tónica, uma água destilada e outra da nascente, para desopilar.

Estiveram reunidas 6 pessoas que se conheciam, em torno duma mesa, a jogar às cartas, sendo que, no fim da jogatina, o trio vencedor foi acusado de fazer batota, pelo trio perdedor.

Estiveram reunidas 6 pessoas que se conheciam, em torno duma mesa, a jogar à sueca, sendo que, no fim da jogatina, o trio perdedor foi acusado de mau perder pelo trio vencedor.

Já não estavam reunidas as 6 pessoas que se conheciam, em torno duma mesa, a jogar às cartas, quando acudiram os filhotes do trio vencedor.

Já não estavam reunidas as 6 pessoas que se conheciam, em torno de uma mesa, a jogar à sueca, quando acudiram o(a)s consortes do trio vencido.

No sítio onde estiveram reunidas 6 pessoas que se conheciam, em torno duma mesa, a jogar à sueca, filhotes e consortes armaram um escabeche inesquecível.

6 dias volvidos, aquelas 6 pessoas que se conheciam estavam reunidas de novo, em volta duma mesa, a jogar às cartas, ganharam os abstémios e todos se retiraram nas calmas.

E foi a última vez que aquelas 6 pessoas que se conheciam, se puseram a jogar à sueca, em torno daquela mesa entretanto subtraída ao domínio público.

13
Jul21

Nada de confusões

Jorge

Consta que um senhor professor a exercer o seu magistério num templo do saber do Porto hesitou em entregar uma prova de um exame final a uma moça estudante porque ela estaria demasiado destapada presumo eu que a jovem teria muita boa apresentação e seria portadora de traje revelador um decote um recorte ou qualquer coisa no género ora é sabido que tais minudências podem desviar a atenção dos vigilantes para outros circunstancialismos impedindo assim o cabal cumprimento de tarefas associadas.

Nas redes sociais o profe ouviu das boas e tem um inquérito disciplinar à perna.

 

Consta que uma socialite internacional de visita à cidade de Roma quis aproveitar o ensejo para visitar o museu mais cotado do mundo e o principal templo de oração daquela cidade e do mundo católico mas apresentou-se de vestidinho muito revelador de peles e carnes subjacentes pelo que alguém lhe gritou alto e para o baile e ela tapou a elegante figura de cima a baixo com um casaco que se valia pouco na altura agora talvez possa valer uma fortuna.

Nas redes sociais os comentários foram basto abonatórios para a senhora que apenas meteu água por desconhecimento do dress code.

 

Nos temp(l)os que correm um dress code faz toda a diferença…

Dress code.jpg

(Tradução livre: "Ó irmã Catarina, a Ordem facilitou um pouco o dress code, mas nada de exageros"!)

12
Jul21

À competência

Jorge

Aquela senhora surge basto apelativa, num habitual programa dum canal de tevê, em que, de 2ª a 6ª, quase faz figura de corpo presente. O vestido alapa-se ao corpo – escultural, de verdade -, com um grande decote, parcialmente revelador de um par tenso de seios e uns mamilos a corresponder, entre outros pormenores daquela figura impagável.

      Uma senhora jornalista, moralista assumida, não deixa escapar a oportunidade de escrever numa rede social:

- É espantoso como a tevê pública continua a usar mulheres como adereços, duma forma repugnante.

      Mais:

- Afinal, não há obrigações de cumprir os mínimos em termos de respeito pelos princípios constitucionais e pelos planos para a igualdade?

      Leva com muitos comentários escapistas, tipo:

- As mulheres têm direito a andar (na rua) como quiserem, sem serem importunadas.

      Ou este:

- A moça veste-se como quer, como lhe apetece e como lhe der na real gana.

          Sabe-se que as empresas de tevê privadas vão exigir, em tribunal supremo, o cumprimento rigoroso do respeito pelos princípios constitucionais e pelos planos para a igualdade por parte da tevê pública.

Branca de neve numa tevê privada.jpg

Branca de neve numa tevê privada

 

04
Jul21

Preciosismo

Jorge

- Grande jogo de futebol ontem, viste?!

- Sim, vi aos bochechos, alternei com a telenovela.

- Porreiro, pá, ganhámos!

- Vocês andam cá com uma vaca, rapaz!

- Referes-te ao facto de o golo da vitória ter sido conseguido, em tempo de compensação da 2ª parte?!

- Sim o golo da vitória que foi obtido aos 90+3+8 minutos de jogo!

- Não, senhor, o golo da vitória foi obtido, aos 90+8 minutos do jogo, não exageres, pá! Onde foste buscar essa coisa de mais 3m?!

- Quem te disse que o tempo de compensação da 1ª parte não conta, pá?!

- Se calhar tens razão, assim ainda sabe melhor!

- Ora nem mais!…

relógio.jpg

 

 

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