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oitentaeoitosim

02
Out10

Histórias trágico-desportivas ou de empata-fadas

Jorge

A – Toda a gente julgava que o mister não fazia mal a uma mosca. Até que se soube que tinha afinfado 2 bananos num escoliador. A máscula confraria que contratou não foi tida nem achada.

      «Assim não vamos lá, ó mister» - estrondeou o craque número um e caudilho por mérito de alto salário, aquando de uma substituição tida por gratuita, durante uma jogatina para o primado futebolístico do orbe terráqueo. O mister fez orelhas moucas, embora as más línguas fizessem constar que se tinha submetido a uma limpeza geral dos pavilhões auditivos, nessa exacta manhã.

       O craque número dois, durante a mesma competição, escumando das fauces, asseverou que o mister tinha escolhido mal a tática. O mister disse em comunicado que não conhecia algo ou alguém com nome semelhante, o que contribuiu para que o craque dois apresentasse um pungente pedido de desculpas.

       O mister usou linguagem de carroceiro, antes de uma sessão de recolha de xixi matinal aos seus pupilos. 3 clínicos sentiram-se desrespeitados antes e despeitados depois, pelo que lhe juraram pela pele.

       O mister disse, ufano: «Não é verdade, eu usei termos de máscula gramática, linguagem vernácula, estando eu rodeado de machos como eu».

        O mister ficou enxofrado com o cheiro a polvo confitado que rescendia da fatiota oficial do chefe do cortejo. Quando muito, era suposto cheirar a calmar frito. Fez notar que o bafio contendia com o seu feeling de vitória e houve mosquitos por cordas.

        A primeira barra do ofício da máscula confraria mandou que o mister ficasse suspenso durante um mês, por conta de palavrões inadequados a tão alta postura. A primeira barra da inquirição pública mandou que o mister ficasse suspenso durante 6 meses, por conta dos mesmos mimos dirigidos aos peralvilhos dos recolectores de xixi orgânico.

        A primeira barra do ofício da máscula confraria abriu um segundo inquérito que ainda está de porta aberta, por conta do quiproquó centrado nos cefalópodes. O mister alardeou a sua ignorância sobre povos e polvos da península itálica. Por tal desventura, não foi achincalhado pela tutela e pelo tutelador, pois também estavam em branco.

        O mister disse que os atletas que abandonaram o berbicacho criado na praça de armas foram por si aconselhados. Os nacionalistas deitaram à janela lençóis e cobertores, com os quais lhe queriam fazer a cama. O mister disse que estava em questão a sua honra no jogo da corda. Desafiou a alma de cântaro que o quer ver derribado. Quis terçar armas, mas alguém terá baixado a luva e a bolinha, pois ninguém se chegou à frente. 

        O mister disse que só o tirariam do seu posto com os pés para a frente. Foi quando se formou uma alagoinha na ágora. Alguns elementos da máscula confraria que o cooptou tinham vindo a público lavar as mãos e as vestes. 

        O mister foi despedido, por não ter cumprido objectivos. Por uma questão de probidade interpôs recursos, porque garante que a confraria sem mácula se deixou hipnotizar por uma surucucu hibernada de 6 anos.

        O mister arrisca-se a ganhar todos os pleitos disputados em novas instâncias e quer ser ilibado das sevícias impostas. À segunda vitória disse: «Foi mais um golo na minha defesa». Toda a gente acha que a metáfora lhe saiu inquinada. 

        O mister será indemnizado pela confraria máscula e sem mácula. À conta disso, o mister que se segue, pisco de fama e proveito, receberá metade da jorna, pois que comer e falar pouco aguça a existência e evita excrescências.

B - O clube glorioso pediu às suas gentes que fossem ulular para todos os campos do país. No ano seguinte desdisse-se.

     O clube glorioso ganhou um troféu de caça. No ano seguinte ameaça atirá-la janela fora.

     O clube glorioso foi governado por um senhor que ameaçou retirar as transmissões desportivas aos donos da bola. Levou um pontapé no sítio onde as costas mudam de nome. O actual senhor do leme quer dar a provar mais do mesmo e aguarda a sua vez.

     O clube glorioso declarou o grande vizir da acção desportiva pessoa indesejada. No dia seguinte, o grande vizir replicou dizendo que nunca havia feito mal a uma mosca, por mais vermelhusca que fosse.

      O clube glorioso fez grandes jogatanas, por isso nunca se confessou espoliado. No ano seguinte mudou de propósitos, pois os apitadores desataram a enfiar na boca o apito ao contrário.

      O clube glorioso queria que o chefe dos apitadores desse um puxão de orelhas ao senhor-que-não se-borra-quando-apita. O chefe dos apitadores fez-lhe o gosto. Os 3 borraram a pintura.

      O clube glorioso disse que não vai desistir dos objectivos fixados no início da temporada. A época acabava de começar…

      O clube glorioso disse que depositava toda a confiança no grupo e nos misteres. No imediato, os visados acorreram à caixa multibanco do estádio, a ver se a mesada tinha sido depositada.

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