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oitentaeoitosim

26
Jun11

Medidas avulsas anti-crise

Jorge

      - Reavaliação das políticas sociais tendentes a pôr cobro aos bairros degradados;

      - Imposição do plano «Comer bem é mais barato» a todos os lares;

      - Criação de um gabinete interministerial que trabalhe com afinco na campanha «Como viver do ar»;

     - Lançamento da campanha «Uma sardinha dá para sustentar uma família»;

      - Encomendar estudos científicos que demonstrem ser ruinoso para a saúde comer mais que uma vez por dia;

      - Realização duma conferência internacional «Bula apenas no trabalho», cujo principal orador seria o guru Prahlad Jani que não se alimenta, há mais de 7 décadas; 

      - Promoção da alimentação crudívora;

      - Incremento à produção de hortícolas nas varandas e marquises;

     - Encerramento de matadouros, aviários e outros estabelecimentos de abate de animais comestíveis;

     - Extensão das prestações das casas por pagar a até ao fim da crise; 

      - Promoção campanhas de sensibilização sobre as vantagens da imigração para aos países de partida;

      - Promoção da caça aos gambuzinos;

      - Constituição de brigadas que, à falta do tgv, possam marrar com o comboio de Chelas;

      - Substituição dos recibos verdes por amarelos;     

      - Transformação dos centros comerciais a centros de peregrinação ou monumentos nacionais;

      - Lançamento de uma campanha de sensibilização no sentido de induzir nas profissões liberais à declaração dos rendimentos de facto conseguidos;

     - Lançamento de uma campanha de sensibilização no sentido de induzir os gancheiros a passar facturas dos serviços prestados;    

     - Regulamentação dos subalugueres, com vista a ganhos de operacionalidade;

      - Regulamentação do regime de gorjetas nas casas comerciais e sua proibição nos serviços governamentais;

     - Promover a entrega de ouro usado nas repartições oficiais, para alívio da dívida soberana;

     - Encorajar o regresso ao velho chaço, às calças remendadas, às meias solas nos sapatos, aos candeeiros de petróleo e à comidinha feita a lenha, com oferta de um cd que contenha, entre outras melopeias, o fado «Ó tempo, volta para trás!»;

     - Lançar campanha pela redução das práticas sociáveis de grande consumo calórico;

     - Certificar a prática diária de actos de caridade;

      - Triplicar a dose de eventos desportivos, concursos de filarmónicas, festivais de folclore e de piqueniques nas baixas das cidades e nos altos das serras;

      - Organização de concursos sobre a obra do Camões, para reanimar a auto-estima,

     - Lançar campanhas de alindamento de caminhos vicinais, monumentos naturais e nacionais destinadas a arrumadores de automóveis, beneficiários do rendimento mínimo e reformados de favor.

     - Aconselhar a adopção do triplo emprego;

     - Dirigir as famílias privadas de habitação para as aldeias-fantasmas;

     - Ampliar os poderes da Autoridade Nacional da Protecção Civil no combate à inflação;

     - Erradicação de feriados e férias e multas às entidades que se atrevam a pagar subsídios;

     - Abolir todos os direitos laborais, com excepção da obrigatoriedade cívica de trabalhar;

     - Promover o pagamento coercivo das dívidas ao fisco;

     - Vedar as férias a quem não tenha comprovadamente rendimentos elevados;

     - Reduzir a pegada ecológica aos níveis do século da nacionalidade;

     - Prometer o céu ou a reforma, em alternativa;

     - Combater na estranja a falsificação de produtos nacionais;

     - Pôr o jet set a publicitar gratuitamente marcas portuguesas a criar;

     - Tornar obrigatório nas escolas o ensino de combate à corrupção explícita e velada;

     - Embelezar os espaços habitados e promover cursos de saber rir perante a desgraça da gente.

 

 

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