Quinta-feira, 21 de Julho de 2011

   Realezas e realejos estão em desuso, embora as primeiras se imiscuam bastas vezes nas prestações oníricas  de muitos plebeus, ao passo que os segundos já não riscam.

   Importante linha de investigação, levada a cabo por uma missão mecenada, tenta lançar luz sobre o fascínio exercido por suseranos e monarquias. Parece confirmar-se a tese que as testas-coroadas vendem estórias como pãezinhos quentes, por conta da cor do sangue que lhes corre nas artérias, veias e vasos capilares e da causa monárquica. Efectivamente, o anil  tem vindo a impor-se gradualmente ao escarlate.

   Uma outra linha de investigação, igualmente levada a cabo por uma missão mecenada, tenta esclarecer por que razão as repúblicas predominam, nos tempos actuais. Por uma questão de moda, a monarquia passou de moda, indica um relatório preliminar. Recentemente dado à estampa, o estudo conclui que ser escolhido pelos fados, pelas estrelas ou pelas deidades sempre deu mais pica do que ser eleito pela plebe.

   Belizário, pai extremosos e adepto experimentado de quotas democráticas e da igualdade no lar, teve que contar, naquela noite, ao seu mais velho uma estória que o transportasse ao reino de Morfeu. Puxou da inventiva e narrou as peripécias do pedinte que tinha sido abandonado pelo pai rico e que foi mais tarde reintegrado no mundo das celebridades. Debalde, o infante não se rendeu à primeira. Recorreu à colecção de escritores neo-realistas editadas por um periódico realista e leu todas os episódios de cabo a rabo e nada.  Até que, por inspiração da cônjuge que o esperava, de braços abertos, no andar superior, decidiu contar a estória do príncipe enjeitado, nascido com pés de barro que se fez guerreiro de excelência no reino da Terracota. O resultado não se fez esperar: o conto ainda não ia a meio e o puto já contava cordeirinhas.  Belizário deixou-o nos braços de Morfeu e aprestou-se a cair nos braços de Morfina.

    Depois já não custava nada:

   - Era uma vez um rei com uma grande barriguinha….  Era uma vez um príncipe que virou sapo por conta do mau hálito de uma bruxa má…

       Uma outra linha de investigação, também levada a cabo por uma missão mecenada tenta esclarecer o enigma que envolve a formação da pequenada: os petizes ficam encantados com diademas  ou são os progenitores que  à vida gostam de juntar uma pitada de encantamento? A hipótese que colhe mais consensos entre os investigadores entende que rainhas, princesas, beis, samurais, imperadores e marajás, geralmente donos de grossas maquias, ilustram o sonho que comanda a vida. Porventura não sonhamos nós com príncipes encantados e encartados, com reis a surdir do nevoeiro? A excepção recai no sorteio do euromilhões.

   Belizário, também ele embalado, na meninice por estas estórias encantatórias, num dia de sol radiante, decidiu acabar com as meias medidas. Convencido que mais vale um gosto na vida que três reis na algibeira, consumiu o seu pé-de-meia na aquisição de um rochedo junto ao cais de atracação da terra de sua naturalidade. Acto contínuo, deu-se a conhecer ao mundo na qualidade de xá do Alegra-Campo.

   Óbices de monta: ninguém habita o rochedo, a biodiversidade é espantosamente frágil e a pegada ecológica onerosa. Dali apenas se pode ver navios ou observar cagarras. Pelo que, se propõe criar incentivos que passam pela outorga de títulos honoríficos, atribuição de prebendas, distribuição gratuita de computadores e, last but not lhe least, o consumo tendencialmente gratuito de poncha, néctar produzido na vizinha república das bananas, à discrição.

  No curto prazo, está prevista a exportação de burgaus, lapões e migas; no médio prazo a aposta será nos desportos náuticos e na talassoterapia; no longo prazo, a aquacultura e a pesca e o turismo hão-de medrar – prevêm as consultoras internacionais -,  o que faz todo o sentido, numa terra que dispõe de muito mar à mão de semear.

   Belizário tem grandes sonhos ainda mais para diante, em que a erecção de aterros, a produção biológica de alimentos e a manufactura de artesanato a partir de calhaus rolados estará no centro das suas atenções. Teme-se, entretanto, que a subida do nível das águas do mar, conjugada com a extracção das rochas de sustentação e a fuga do mexilhão contribuam para o encolhimento do território. Assim, impõe-se mandar patentear nos tribunais internacionais a delimitação da ZEE, uma estratégia que poderá valer Belizário o estatuto de persona non grata, na vizinha república, aonde reside. As facturas serão pagas por conta do ouro que subjaz no tálamo marinho e que está por explorar, nada que não tenha sido tentado pelos potentados dos tempos modernos.

   O dia chegará em que outro genitor sonhador, postado aos pés da cama do rebento, rematará a estória do príncipe que virou batráquio:

   - Belizário, Xá do Alegra-Campo, viveu contente com a sua prole, com a sua sorte e consorte e foram felizes para sempre…

  

 



publicado por Jorge às 10:23
Quinta-feira, 21 de Julho de 2011

 

  O homem de tez nívea escancarou a boca e disse alto e bom som, preto no branco que a maioria dos traficantes de droga tinha sangue africano ou árabe. Desabou o Carmo e depois a Trindade! As organizações pacifistas, ambientalistas e anti-apartheid disseram cobras e lagartos do indígena, tacharam-no de racista perverso e empedernido e denunciaram-no na praça pública.

   O mesmo caucasóide abalançou-se a dizer que ao patronato deve assistir o direito de recusar empregados com sangue africano ou árabe. Houve mosquitos por cordas! As organizações pacifistas, ambientalistas e anti-apartheid excomungaram-no, tacharam-no de racista perverso e empedernido e denunciaram-no na praça pública.

   O mesmo caucasiano foi presente a tribunal, acusado pelo ministério público – estribado na oratória das organizações pacifistas, ambientalistas e anti-apartheid - de racismo empedernido e outros extremismos condenados pelo Direito.

   O processo arrastou-se por muitas luas. A defesa, sem exemplo, fez depor uma fraca-figura que, no areópago, comprovou que a raça havia sido erradicada em definitivo dos anais da ciência pura e dura. A acusação, sem exemplo, fez depor um fabiano que defendeu que só os branquelos podem ser indiciados de racismo. À conta disto e doutras teses, houve muitas trocas de galhardetes em sessões à porta aberta e fechada, consoante o ditava o tempo.

   Depois veio o veredicto:

   - À uma, não fica provado que a maioria dos traficantes seja de origem africana ou árabe, posto que não há um levantamento fiável de dados neste campo. Porventura as estatísticas oficiais - regionais, nacionais ou internacionais - confirmam ser brancos de corpo e alma os donos das drogas? A sociedade civil merece que haja apuramento certeiro de números neste campo tão sensível e apaixonante da economia, paralela, perpendicular ou oblíqua que seja.

  - Às duas, não se deu por provado que o grupo sanguíneo dos trabalhadores de origem africana ou árabe seja menos indicado para a execução das tarefas imperativas, estruturais ou conjunturais, das sociedades e nações. Por acaso, os números oficiais disponíveis - regionais, nacionais ou internacionais - confirmam ser brancos de corpo e alma os melhores colaboradores das empresas? Quanto muito, admite-se a existência de um substrato genético comum aos trabalhadores, embora as pesquisas não sejam liminarmente taxativas. A sociedade civil aguarda serenamente por novos dogmas nestes domínios tão sensíveis da economia, paralela, perpendicular ou oblíqua que seja.

  - Às três, sabe-se da existência de muitos empresários com sangue africano e árabe. A nenhum deles se impõe o recrutamento exclusivo de colaboradores caucasianos. Mau seria que não pudessem contratar familiares, conterrâneos e consanguíneos. Por acaso, os números oficiais disponíveis - regionais, nacionais ou internacionais - confirmam ser brancos de corpo e alma os melhores criadores de altas produtividades, os melhores garantes de mais-valias sempre crescentes e os melhores promotores do desenvolvimento físico e espiritual das empresas e das nações? À conta do passado, dir-se-ia que não. Por via das dúvidas, a sociedade civil merece que haja apuramento certeiro de números neste campo tão sensível e apaixonante da economia, paralela, perpendicular ou oblíqua que seja.

  - Às quatro o réu foi condenado a 40 chibatadas na praça pública, a 10 dias de serviço cívico, aplicação do termo  de identidade e residência e ao pagamento das despesas do processo, por incontinência verbal pública e heresia. Caso repita a gracinha, será deportado para a Macorronésia ou Conchinchina, por sorteio ou rateio. As organizações pacifistas, ambientalistas e anti-apartheid rejubilaram e promoveram uma campanha de desagravo no ilhéu do Bugio, donde se viam muitos navios embandeirados em arco a sulcar o verde das águas salobras.

    À margem de tudo isto, houve alguns candidatos a empresários que se tramaram a valer. Haviam apostado os pés-de-meia até ao último cêntimo, na criação de parcerias público-privadas dedicadas a sangramento e transfusões de sangue. Em tempos de precariedade social, não são despiciendos os impactos de tais abortamentos nas balanças de rendimentos e balança de pagamentos, na banca, na bolsa e nas agências de anotação financeira.

 



publicado por Jorge às 08:30
Sexta-feira, 15 de Julho de 2011

1 - O vate Menipo, homem de voz tonitruante e obra sonante, quis para si o lugar de primeiro bonzo. Conhecidos e desconhecidos, amigos e confidentes irromperam de todos os rumos colaterais a prestar-lhe vassalagem e seus préstimos. Lançou mãos à obra, as sementes à terra, enquanto oferecia o seu manifesto às balas. Useiro e vezeiro em congregar moles imensas, quando saia à rua em busca de oferendas dos fiéis, encasquilhou a ideia que a vitória seria difícil, mas dele. Enganado estava, pois o milhão de votos dos devotos apenas lhe rendeu o segundo lugar, posição onde começam as derrotas, mas que nem as pitonisas mais pintadas se atreveram a arriscar. Destarte, impôs a si próprio o dever de voltar à carga. Por isso, ninguém se admirou, quando o souberam de novo candidato ao mesmo posto honorífico, um lustro volvido. Desta feita, conseguiu o apoio de duas associações de fortes tradições na sociedade civil. Fosse por pirraça dos fados, por macumba ou por demérito seu, ficou-se outra vez pelo segundo lugar, a milhas do marco milenário anteriormente estabelecido. Ficou a falar sozinho e mais tarde sobraçou a vida de samana, mas não soçobrou. Costuma fazer surtidas à cidade mais próxima, pela calada da noite, onde a sua efígie mascarra ainda os outdoors.

2 - O físico Faiçal também quis arrebatar o cargo de primeiro bonzo. Pachola arremelgado, havia palmilhado o mundo de Cristo, Mafoma, Gautama e Brama de lés a lés, a cumprir o ditame: «faz o bem, não olhes a quem (ou então usa óculos)». Conhecidos e desconhecidos, amigos e confidentes brotaram de todos os rumos cardeais a prestar-lhe vassalagem e seus préstimos. Cheio de nove horas, já se via dono do posto vacante, pois juntava assistências imensas, quando saia à rua em arruadas e arrecuas, tentando arrebanhar as intenções dos devotos, gentios ou pagãos. Encafuou a medalha de bronze, uma classificação que, nem as pitonisas mais sarapintadas se atreveram a professar. Ficou depositário de centenas de dezenas de milhares de razões para nova candidatura. Um ano volvido, volta à liça. Desta vez contentar-se-ia com o terceiro posto da hierarquia da bonzaria. Disseram-lhe que sim, mas na hora da verdade que não: contra fados, não há argumentos. Teve de ceder o assento a uma balzaquiana que lhe saiu no encalço. Fizeram-no sair de cena, pela porta pequena. Passou à clandestinidade, mas ameaça com o regresso, caso sinta a chamada dos seus egrégios avós.

3 – O operário Calino, expositor empedernido de esvásticas em recintos rocambolescos, predispôs-se a montar o cavalo do primeiro bonzo, feito que seria inigualável para um elemento da sua corporação. Conhecidos e desconhecidos, amigos e confidentes irromperam de poucos rumos intermédios a prestar-lhe vassalagem e seus préstimos. Do hábil manuseamento do boomerang em praças públicas, passou à produção, realização e montagem de espectáculos de pantomina, mimo e stand up comedy, sob o título genérico de «Varre, varre vassourinha, pela porta da cozinha». Neles implorava aos céus o amargedão, para depuração da santa terrinha das vicissitudes das corruptelas. Verborreico, nunca se descompôs com atoardas de plumitivos, deixando-os bastas vezes de cara à banda e aturdidos, às voltas com questões de semiótica. Dos devotos granjeou muitas oferendas e um honroso quinto lugar, uma classificação que, nem as pitonisas mais pintalgadas se atreveram a professar. Ficou depositário de preciosos milhares de razões para se apresentar em novas refregas. Por isso, nem o calendário tinha dado mais uma volta, quando um clube de fãs do mavioso canto das sereias o quis de novo na ribalta: convenceram-no a mudar de camisola, o que fez sem o mínimo recato, precato ou rebuço. Fosse por feitiçaria, por sortilégios de magia branca ou negra ou por falta de ensaios, sentou-se quedo e ledo na margem dextra da história. Tem tentado reagir à desdita, pelo que tem sido visto, nos últimos tempos, a espanejar rações a bisalhos, leporídeos e recos, nos intervalos do seu novo negócio de ichós. Nas horas de fulgores intelectuais, trabalha afanosamente na adaptação aos tablados da «Quinta dos animais».

 



publicado por Jorge às 11:25
Quinta-feira, 07 de Julho de 2011

 

Houve uma exposição de fotos em parede que recebeu um nome inglês.

Houve um desfile chique de bicicletas que foi baptizado com nome inglês.

Houve um desfile de pessoas que queriam pedalar nuas, identificado com um nome inglês.

Em estâncias balneares, propõe-se festas do pôr ao rebentar do Sol e logo recebem nome inglês.

Em herdades, organiza-se festas com música psicadélica e consumos correlativos a que se dá um nome inglês.

Organiza-se festivais de música e a maioria dos cantores debita as suas mensagens em inglês.

Organiza-se conferências internacionais que decorrem em inglês.

Organiza-se a maior aula de judo e dá-se um nome inglês.

A maioria dos turistas que nos visitam fala inglês.

Os ministros de mais amplos poderes executivos davam aulas em inglês.

Os representantes dos principais fiadores do país mandam em inglês.

Uma agência especializada, diz em inglês que o país é lixo.

Tanto mundanismo para inglês ver?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por Jorge às 19:49
Segunda-feira, 04 de Julho de 2011

   Epaminondas concorreu ao posto de comando territorial e foi aceite. Amigos do mando e do peito, tinham-no convencido a chegar-se à frente, como quem não quer a coisa. Felino topo de gama, travestiu-se de felídio manso também a conselho e foi remédio santo! Nem nos sonhos mais róseos da sua meninice superprotegida se antevira em semelhantes assados. Mas já que chegara, vira e vencera, havia que lutar pelos objectivos.

   Num curso de 48 horas, acertado para os dias de descanso semanal, ouviu falar de Narciso. Apaixonou-se pelos seus méritos e nunca mais desistiu de o emular. Daí para a frente fez questão de demonstrar que vivia apenas para o seu ego, para a sua libido, para os seus fluidos, seus flatos e suas amizades. Era vulgar os amigos receosos surpreenderem-no a mirar-se ao espelho mágico.

    No mando ensaiou a receita antiga: compensar os sequazes, admoestar os renitente e malhar nos oponentes, estivessem eles na terra, água, ar ou no ambiente interestelar.

   Epaminondas exigia encómios aos asseclas. Havia de aparecer o primeiro associado que se atrevesse a apontar-lhe um argueiro no olho ou uma nódoa na gravata ou uma nica de mioleira atravessado nos dentes. O desterro era certo, para um domínio também incerto.

   Não trinchava detractores ao pequeno-almoço, pois só pensar nisso maçava-o até à exaustão Gostava de os ver a estrebuchar perante as câmaras. «Com a verve nos enganas» - costumava gracejar um dos yes men. Por vezes era só garganta, usava e abusava dos requintes de malvadez da sua voz pretensamente tonitruante.

   Dizia-se promotor-mor do Bem e, se muitas vezes praticava o seu contrário, era apenas movido pelas circunstâncias sociais e pelos circunstantes envolvidos. Preferiria que os porta-estandartes do descontentamento fossem seus impedidos. Se a renitência os retivesse longe do tracto, esmagava-os com o tacão imaculado das botas cardadas.

    Epaminondas adquiriu por gosto alma, perna e gancho de corsário, no carnaval. Gostou de tal maneira que que usava tais adereços quotidianamente disfarçados. Mais tarde vendeu a alma ao diabo e só os mais chegados souberam.

   Exímio atirador, praticava todos os dias na carreira de tiro. Cada tiro, cada melro! Não queria ninguém por perto que sonhasse em atalhar-lhe o caminho, ou em fazer-lhe sombra, fosse em dias ensolarados, pardacentos ou opacos.

   O mando adviera-lhe dos descamisados com quais se comprometera verbalmente, facto que lhe veio a provocar frequentes vezes erupções de comichão alérgica e fornicoques na zona lombar. Abjurou, no dia em que mandou desenhar no seu sinete o eucalipto, que dominava o jardim da sua mansão apalaçada.         

   O exercício do poder fez de Epaminondas um plutocrata, incensou  os aristocratas, os tecnocratas e os teocratas e apoiou-se nos burocratas. Dava-lhe gozo mimá-los com pancadinhas nas costas com punhos de renda de bilros. Embora sofresse de ressicação cavernosa bucal, nunca deixou de salivar à maneira as estampilhas das suas correspondências. Afinal ele próprio tinha nascido em berço doiro, de rabo voltado para a lua e sempre brincou com putos prendados.

   No dia e hora da verdade, o galo cantou 3 vezes. Supersticioso, pressentiu que a hora do juízo final se aproximava  a toda a brida.

  A turbamulta exigia explicações. Os mais afoitos invadiram os paços e não deixaram pedra sobre pedra. Apanharam-no descalço, de calças na mão, enquanto caminhava pela verdura. Só conseguiu salvar a farpela de bom linho e de marca registada que trazia ajustada às curvas do corpo. Ainda salvou um livro de receitas maquiavélicas. Pôs-se a milhas, pois lhe chegou às narinas um vago cheiro a chamuças  e achamusco.

    Antes que a zaragalhada lhe pisasse os calos, alcançou a entrada secreta que dava para o túnel discreto que terminava no deserto recôndito (onde, nos seus tempos áureos, se recolhia, para colher ideias). Eis senão quando, Epaminondas ainda tentou o volte-face: «Amo-vos!» - clamou em altos brados e a plenos pulmões.

    Soube-se mais tarde que foi tragado por areias movediças.

 



publicado por Jorge às 10:31
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