Domingo, 11 de Setembro de 2011

Ética 1

Há dias, ouvi dizer que um indivíduo boçal se dá a conhecer, entre outras evidências, pelas seguintes manifestações:

falar pelos cotovelos;

consumir tempo a torto e a direito;

comer com arrimo dos dedos;

meter dedos no nariz à cata de burriés;

cuspir para o chão;

assobiar para o lado;

atirar lixo para o chão;

atirar piriscas para o chão;

largar-se por tudo e por nada;

deixar o cão sem  trela;

evacuar  em lugares públicos;

fazer nudismo em lugares não destinados ao efeito;

parcar o popó sobre os passeios;

dizer com todos os dentes da boca que certo clube vendeu jogadores;

dizer alto e bom som que o senhor Obama é presidente da América;

afirmar que os alunos são as molas motoras das escolas;

afirmar que os doentes são a mola motora dos hospitais e centros de saúde;

garantir que o imposto especial sobre o 13º mês é equitativo;

garantir que os brandos costumes não são a principal causa da resolução dos problemas;

dizer que o perfume foi inventado para obviar ao maus cheiros do trabalho;

dizer que as modas são marcas distintas de socialites;

asseverar que o jet set é o motor da sociedade;

asseverar que codícia é sempre sinal de nobreza.

 

PS: Dá para acreditar?



publicado por Jorge às 11:23
Quarta-feira, 07 de Setembro de 2011

A – Por que razão há países que não saem da cepa torta? Muitos tratados foram admiravelmente compostos sobre a temática. No fim, uns inclinam-se mais para variantes de insuficiências democráticas, outros para variedades de deficiência financeira, outros para matizes de défice de conhecimentos. Alguém não se quedou pelas meias-medidas e proclamou, alto e bom som: a culpa do subdesenvolvimento deve ser atribuída aos países ricos e um pouco menos aos países emergentes. Foi o bom e o bonito…

B – Por que razão certas e determinadas agremiações desportistas não empregam praticamente cidadãos nacionais nas suas equipas? A maioria das conjecturas aponta ou para a falta de oportunidades dos nativos, ou para a desvalorização das compras estrangeiras e a valorização das, ou para a falta de uma política patriótica do desporto (vulgo ppd), na esteira do que é nacional é bom. Alguém não se quedou pelas meias-medidas e proclamou, alto e bom som: a culpa é da globalização e um pouco menos da regionalização. Foi o bom e o bonito…

C – Por que razão uma atleta abandona o centro de estágio, de armas e bagagens, pela porta do cavalo? Fala-se de falta de respeito, de desconsideração ou mesmo de perrice, à boa maneira da malta do showbiz estadunidense que levanta o cu da cadeira, quando se sente provocada, em directo. Alguém não se quedou pelas meias-medidas e proclamou, alto e bom som: a culpa advém sobretudo do mercenarismo, da defecção, e um pouco menos da desertificação, podendo a solução estar no ponto médio das três variávei. Foi o bom e o bonito…

D – Por que razão o chefe se atira mais, como gato a bofe, à arrecadação de receitas e menos à contenção de despesa, quando se bateu pelo contraditório? Surgiram teorias belicistas, estilo «a dívida declarou guerra à gente»; despontaram também as de cariz gastronómico, estilo «não há almoços grátis»; outros peritos ainda deram paternidade a conjecturas de cariz social, estilo «não há nada para ninguém». Alguém sugeriu que se fizesse aparecer medidas legais contra corruptos e corruptelas. Foi o bom e o bonito…

E- Por que razão as depressões aumentam na ordem directa da diminuição das regalias sociais? Fala-se da redução da auto-estima, da propensão para as rixas e até há quem lembre a famosa teoria de «casa em que não há pão, todos ralham e ninguém tem razão». Alguém sugeriu que faz falta uma campanha nos mídia para levantar o moral das tropas, ou a realização de uma conferência internacional para a qual sejam convidadas apenas vítimas da crise. Foi o bom e o bonito…

F – Por que razão as sublevações encetadas em países da África branca e do Próximo e Médio Oriente são recebidas com expectativas reservadas no ocidente? As conjecturas não se têm alheado das teorias da conspiração basilares, tipo jogo de sombras, teatro de sombras chinesas e mesmo de ensombros com origem nos depósitos pós-diluvianos do ouro negro. Alguém preferiu ler nos acontecimentos a infalibilidade do avanço do ecumenismo, para mais tarde dar o dito pelo não dito, argumentando que aquela era mais uma manifestação que o fim do mundo chegará mesmo em 2012. Foi o bom e o bonito…



publicado por Jorge às 22:19
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