Sábado, 13 de Outubro de 2012

 

  Capristano faz o seu jogging diário, enquanto rebobina a lista das 50 medidas ensaiadas ou a ensaiar no protetorato, na última dezena e meia de meses, por avisados e visados mandaretes, com vistas a domar a hidra de 3 cabeças, dívida pública, endividamento externo e dependência do exterior. Entendidos de gabinete e sainete porfiam, de há muito, nos efeitos positivos da autonomia na vida social das comunidades humanas. «Mutretas!» – Capristano fala com os seus botões de fantasia, enquanto percorre compassadamente o trilho recomendado. «Não há verdadeira autonomia sem que as contas estejam consolidadas» - a asserção ribomba-lhe nos tímpanos. Algo deu para o torto, ou é sina da gente não conseguir passar da cepa torta, do caldo entornado, da comida esturricada, da fruta bichada, do vinho martelado. Impaciência dos credores privilegiados, mecanismos de gestão inapropriados, globalização empenada, incapacidade decisória dos decisores locais, falta de resiliência dos governados,? De tanto matutar, deriva para um beco sem saída.

   Capristano retorna sobre os próprios passos. Chateado, descarrega entropias numa bola ali deixada à mão de semear, mas que se revela feita de ferro enferrujado. Prossegue a caminhada, não obstante ter estrafegado meia dúzia de ossículos, 4 ossinhos e 2 ossos, sem que se desse conta. «Há uma guerra sem quartel entre mandatários dos mandantes, de um lado, e o operariado e produtores de bens transacionáveis, por outro? – regressa às questões existencialistas. Dá-se conta que trauteia: quando a cabeça não tem juízo, o povo é que paga… Diz-se que há ainda guerras totais, limitadas, regionais, intermitentes, preservativas, convencionais, mundiais nupciais, simétricas, psicológicas, de guerrilha e até a frio. A atual será tecnológica, empreendida por oficiais de sala, prestamistas, bolsistas, banqueiros, avalizadores, consultores financeiros, agentes de rating, angariadores, jogadores. Pelo que transparece, há um esforço por subsidiar a construção de passagens secretas, alçapões, fundos falsos, catacumbas que fazem transitar sem grande escabeche os decisores instituídos aos fundilhos dos cofres do Patinhas. «Muita gente embarca em teorias da conspiração, nanja eu!» – comenta e só os rosmanos e os alecrins atentam no seu desabafo. Lobriga as vítimas inocentes, que decidiram nascer num mundo apontado de equânime, Desfilam pela sua mente os desempregados, os miseráveis, os sem-abrigo, os protestantes de ruas, as pessoas que perderam casa, carro e comidinha para a boca e os milhares que morrem de tristeza. «Népia, nessa não embarco eu, as 50 medidas, vão atuar, a médio ou no longo prazo!» - grita ao vento que passa, sem se dar conta que sob os seus pés se materializa um atoleiro.

     Capristano tenta afastar das vestes e sapatos a lama arreliadora, tomado de inépcia, auto comiseração e raiva, de mistura. Não se dá conta do avanço de um camartelo que lhe atinge o pé são. Tenta completar o percurso a pés coxinhos, arrimado a 2 canadianas improvisadas. Aplica os headphones aos ouvidores, na ânsia de acalmar a dor, com música zen. Sintoniza antes uma estação servida de farta cantera de noticiaristas e publicistas, muito deles a caminho do amaro fare niente. Soube que outras 50 medidas vêm a caminho e que taxam o oxigénio a consumir, a energia solar adregada para a secagem da roupa, o dióxido de carbono libertado pela respiração, o roda de caminho, autorização para poder levar parte significativa do ordenado (10%) para casa, etc… Fãs incondicionais, incoercíveis e intransigentes das Parcas, guiados pelo glorioso slôgane «antes torcer que quebrar», ou na correspondente variante de «todos por alguns poucos», ou ainda na versão de «comer a relva até atingir os objetivos», os mandantes fazem seguir emissários, de tarraxa na mão, para todos os locais habitados, a sacar copeques, cêntimos, centavos, notas, cheques, letras e cartões, títulos de dívida, obrigações do tesouro, cautelas de penhores, ouro usado, porcos mealheiros, etc… «Eles têm-nos bem filados pelos cabelos, qualquer dia nem temos dinheiro para os tremoços e bijecas; poderá faltar o numerário da salvação dos bancos, uma lástima, ao que se diz» - segue estrada fora meditabundo. Ocorre-lhe de memória a fábula da raposa e da cegonha, mas também a do lobo e do cordeiro. Persigna-se. «Espera-se que nos deixem cumprir os 3 objetivos e desistam de abocanhar o melhor pedaço. O final feliz não é exclusivo dos filmes». Metido nos seus pensamentos, não repara num buraco a seus pés, montado a preceito para a realização da 50ª obra de substituição e regeneração de tubos, nos últimos 16 meses, nas artérias da vizinhança.

    Capristano cumpre estadia prolongada no hospital de proximidade. Os avaros administradores questionam-se se vale a pena gastar tanta cola e agrafos na reunificação de tantos ossos desconjuntados. Sorte a dele, que os especialistas mantêm prognóstico reservado.

 

 

 

 

 



publicado por Jorge às 11:17
Sábado, 13 de Outubro de 2012

 

Um homem com um relógio sabe a hora certa. Um homem com dois relógios
sabe apenas a média.

 

   Em momentos de precariedade, que se apresentem os esmoleres, já que os santos são abstrusos a ações não planificadas. À costa da república vêm dar milhares de pares de sapatos, provenientes de aquém e além oceano, de forma a obviar a mais uma crise dos valores, de há muito encasulada, recentemente instalada. Amontoado em armazéns de uma doca seca caída em desgraça, impunha-se encafuá-los nos pés certos, uma tarefa, por vezes, chata. A batuta da comissão de distribuição é empunhada por uma matrona daquelas de antes-quebrar-que-torcer, com coração de pomba. Militante da caridade, sempre havia dado a cara em causas filantrópicas e pelo voluntariado e à militância por causas filantrópicas, nas horas vagas que eram muitas. A convocatória pública para a convenção é desenrolada em pancartas de letras garrafais sobre todas as rotundas e passeios com viaturas de cidadãos automobilizados.

   No dia da assembleia, são postos à discrição dos eleitos lidadores pequenas távolas prenhes de acepipes, petiscos e postres afrodisíacos, lado a lado com garrafeiras a abarrotar de sumos, vinhos e águas de reserva e licores generosos. A maestrina, sem grandes delongas, agarra-se ao camartelo, brande-o e percute-o, sobre o estefanóforo revestido de alambéis, sem aviso prévio, situação denunciada por 2 delegados a contas com tinitos. O leitmotiv é o esvaziamento da sapataria; os moldes da distribuição seriam ali determinados. Esgotados os preâmbulos, assoma-se à porta dos fundos, pé-ante-pé, um estafeta, indivíduo de confiança do alto-comissário das causas sociais latentes a comunicar que um grupo de missão adóque havia já reunido durante 7 dias e 7 noites, para chegar à conclusão que a distribuição teria de ser equitativa, num local só, numa parte da manhã apenas. Falta afinar a estratégia fidedigna de creditar os destinatários e quantificar os quinhões respetivos.

    A primeira interveniente, com pedra no sapato, lamenta que o grupo adóque se tenha imiscuído onde não era chamado. Propõe que os potenciais beneficiários sejam portadores de atestado de pobreza do regedor; mais teria direito cada um deles a um par de chanatos, proposta 1.

   Um segundo interveniente acha que o grupo adóque tinha agido em conformidade, em tão momentosa questão. Já em bicos de pés, sugere que todo o candidato seja portador de atestado de pobreza de uma IPPS e receba um par de cada tipo de calçado (3 no total,) proposta 2.

   Uma terceira interveniente mete os pés pelas mãos como quem não quer a coisa, acabando por declarar para a ata que está de acordo com as 2 propostas, venha o fute mais velho e escolha. Acha que ambas as propostas são um must e quanto à creditação, alinha com as sugestões avançadas pelos anteriores oradores. Distribui sorrisos à direita, à esquerda e ao centro. O esforço vale-lhe um torcicolo e um estorcegão.

   Chega-se à frente o quarto interveniente no egrégio areópago, um feirante vendedor de banha da cobra. Estilha do alto dos seus tamancos, tartamudeia citações dos clássicos, com cara de poucoa amigos, para se manifestar contra as 2 propostas, pois é pessoa do centrão da política e da virtude. As comissões de bairro, a constituir, fariam uma listagem das pessoas a socorrer. Quanto ao quinhão, 1,5 pares de um só tipo está bem, proposta 3.   

    Um quinto interveniente, exímio consumidor de farturas, declara, alto e bom som, que se tinha manifestado, num comité, o do Rapapé, por uma distribuição de 24 horas, uma habilitação certificada pelo Comité do Desemprego e que cada pessoa tivesse direito a 2 pares de cada tipo de sapatos, abrangendo todos os pontos de Paris. Mas, não se importa de mudar para qualquer uma das propostas anteriores.

     Uma sexta interveniente, detentora de cartão de cliente frequente de solário renomado e cabeleireiro transformista, diz que está nas tintas para os moldes da distribuição, o que a traz verdadeiramente preocupada é o pivete de tantos chanatos juntos. Dona de 60 pares de botas e de 60 pares de escarpins e 60 pares de Mary Janes, de chinelos e ténis mil, entre outros, propugna uma desinfestação preliminar do material a atribuir, com recurso a exaustores topo de gama. Advoga uma distribuição pela calada da noite, por uma creditação e por quinhões sem limitações. Porém, fica por concretizar a proposta 4.

     O sétimo interveniente, farto de sapatos de defunto, pergunta se não seria mais correto dar mais a quem menores declarações de rendimentos apresentasse. Mas, lembrado das afamadas manobras de síndicos, harpagões e tartufos diplomados, hábeis em fugir com o rabiosque à seringa, oferece-se para ser ele próprio a confirmar as condições materiais dos necessitados (cor, cheiro, roupas, hálitos, fluidos) e daria um par a cada elemento das famílias representadas. Acha que a distribuição deve ocorrer num terça-feira, entre as 10 e as 11 horas, proposta 5.

     Uma oitava entende que a distribuição deve ser feita como aprouver a deus, ao alto-comissário e à matrona, sem se rir. Que os candidatos tragam comprovativo do não pagamento de água, luz, gaz e ao dono e colaboradores do supermercado do bairro, para terem direito a número de chanatos que der na cabeça a uma, a 2 ou a 3 daquelas entidades, em todos os dias do ano, proposta 6.

      A distribuição faz-se mesmo, segundo o preceituado na proposta de síntese das 6. Na manhã radiosa do dia seguinte, a maioria dos candidatos, mal transpõe o umbral da porta fronteira, apercebe-se que só estão disponibilizados botifarras, sapatorras de biqueira larga, sapatos de sola de pneu, alguns esventrados, outros com gáspeas soltas, descasados.

   O estoque fora depenado, a coberto da noite, pela porta do cavalo, por amigos do peito.

  



publicado por Jorge às 11:16
Sábado, 13 de Outubro de 2012

 

I – Senador 1:

. Os impostos são iníquos (A lista dos vitupérios é extensa).

. Ontem fizeram uma renegociaçãozinha, não foi? (Não quero, não quero, mas ponham-na aqui no saco…).

. O governo deve ser demitido por fraude eleitoral, por gestão danosa, por assalto fiscal, por favorecimento e por incompetência (Ena, pá, tantos!).

II – Senador 2

. O senhor é o cúmulo da arrogância. Olhe para o seu grupo parlamentar e conte os seus deputados e agora conte os nossos (Assim é que é, ele é mau de contas!).

. As moções de censura têm pouca credibilidade, porque vocês querem mais dívida, nós queremos estancá-la. (Embora comece já a faltar as compressas, cada vez mais caras!)

III – Senador 3

. A diminuição do défice externo foi conseguida às custas dos funcionários públicos e dos reformados. (Que injusto, está a esquecer-se do pessoal das profissões liberais, dos trânsfugas dos impostos, do clero, dos gancheiros, dos donos da ganza e outros freis Tomás…).

. O governo é incompetente, porque a economia estagnou e vocês prometeram o contrário (Foi dizer por dizer, não tome a coisa ao pé da letra!).

IV – Senadora 4

. O senhor não tem vergonha do seu percurso, senhor primeiro? (Querem ver que ele também tem um canudo tirado à má fila?)

. O governo é enganador, mentiroso (Agora já não há respeitinho pelos detentores de cargos políticos? Enganador não, tentou um número de mágico; mentiroso idem, fugiu um bocadinho à verdade…).

. Que caia o seu governo (Ao menino e ao borracho põe deus a mão por baixo!).

V – PM (I) 

. Tenha decoro, senador 1 (Quando um aluno fala grosso para o professor, a comunicação falha, o aluno «cresce»).

. Calma aí, eu próprio comuniquei as alternativas à famigerada taxa, mais tarde esmiuçadas pelo ministro das Finanças (Ninguém me ouviu? Por acaso, nesse dia tive um problema nas cordas vocais…).

. Eu não gosto de pedir desculpa pelos outros (E lembrar-me que o senhor tornou bem claro, no início do mandato que não se desculparia com o antecessor. Para quem está habituado a romper com a palavra dada não fica mal, não senhor!).

VI – Senador 5

. Vocês deixaram tudo pior (Obra hercúlea, pá!).

. CDS, o desonesto ex-partido dos contribuintes (Ex porquê? O projeto limita-se a estar na gaveta, à espera de melhores dias…).

VII – Senadora 2

. O governo não acerta uma (Falta de treino, pois os rapazes só lá estão, há 1 ano e picos…).

. O governo é a crise (Bem que constava que as façanhas do Bicho Papão estavam de volta?).

. Só há uma solução, a demissão deste governo (Embora o tempo esteja de seca, isto é chover no molhado).

VIII – Senador 6

. Fascismo económico é a vossa prática (Os estudos dados à estampa até hoje não tinham deixado preclara a ligação do fascismo de 2ª instância ao capitalismo de qualquer estirpe…).

. O governo anda a vender o país a pataco (Então, já saímos do euro?!).

. O problema não é das cigarras, ou das formigas, mas sim das sanguessugas (Pelos vistos, o país está entregue à bicharada!)

IX- Senadora 3

. Os senhores já não têm credibilidade (Os ministros olham de soslaio para a página da net da sua corretora).

. Há muitas caras de velório nas bancadas da direita (Segundo fontes fidedignas, o ar abatido deve-se às ramboiadas da noite anterior!).

X – Senador 7

. Os senhores têm falta de vergonha (De facto, depois de tanta bordoada, quanto mais me bates mais quero ficar?)

. Os senhores praticam terrorismo social, traição nacional, pelo que vão sair pela porta das traseiras. A censura do povo vai continuar (Os homens andam com medo da sua sombra, tão só)

XI – PM (II)

. A intervenção do senador 7 não é digna de um deputado do povo, pelo que me escuso de responder (Afinal o homem ofende-se, quem diria! Será que vai amuar e fazer uma reunião com o povo para fazer queixinhas?).

. Falamos linguagem transparente (Os vidros é que têm estado sujos, por falta de detergente que deixámos de importar!).

. Portugal tem disciplina orçamental (Dão-se alvíssaras a quem a encontrar).

. Conseguimos evitar mais uma viagem da troica (E assim o país não está a fugir aos seus compromissos, nomeadamente o de fornecedor de sol, de mar e de areia aos sortudos da União, não?).

. Demagogia não é a linguagem do governo (Será… ludíbrio?)

XII – Senador 8

. Qual a legitimidade de um governo que promete uma coisa e faz outra? (Vamos lá a ver se a gente se entende, o senhor sugeriu que o governo rasgou o programa de governo? Fica feio, porque esse mesmo governo não quer rasgar o compromisso da trindade).

 XIII – Senadora 2

. Este é o governo do quanto pior, melhor (Por acaso não será o contrário?).

XIV – Senador 9

. O governo não está à altura da situação (Um governo de baixotes, portanto de mão baixa, é o que é).

. O governo acumula casos caricatos, como o da fusão de freguesias, o das fundações (Esqueceu-se da equidade dos cortes, das queixinhas aos empresários, dos elogios aos sacrificados filhos da nação…).

. A abstenção é virtuosa (Então, não são os votos expressos que os elegem?).

XV – Superministro 1

. Tem havido muita intriga política e teatro parlamentar (E à borla, presumo…).

. As críticas têm descambado para a pantominice (Em parlapié o homem é bom!).

. O caminho é estreito e difícil, se não queremos a rutura descontrolada (Em 1986, eram tudo rosas…)

. A troica vai deixar o país, em Junho de 2014 (Com a capacidade de previsão este homem acaba em manda-chuva número um!).

. Os sábios têm dúvidas, os ignorantes certezas (E o que acontece a quem é detentor de sábias certezas?).

. A principal mensagem das manifes de 15 de setembro é esta: queremos ver-nos livres da troica (Afinal aqueles cartazes alusivos a roubos e a gatunos destinavam-se à troica. O que vale é que a troica não é de tricas: ó Abreu, dá cá o meu).

. Os portugueses são o melhor povo do mundo. (Terá razão, mas não me lembro em que concurso, conferência, instância ou relatório internacional se chegou a essa conclusão…).

. Vem aí um grande aumento de impostos (E vem mesmo a calhar, já cá faltavam, para animar a malta!).

XVI – Senador 10

. O governo quer arrumar com o povo, à custa de doses cada vez mais fortes (Dir-se-ia doses cavalares, um procedimento normal, ao que parece…).

. O governo gosta da realidade virtual, pois é cábula. (As cábulas até ajudam a arranjar a vidinha. Houve até aquele homenzinho nos EUA que se gaba de ter tirar um curso superior, continuando analfabeto…).

XVII Senadora 4

. (A senhora falou e disse que a troica estava a pagar aquela sessão do parlamento. Até hoje ainda não se descobriu qual o planeta que a senhor representa.).

XVIII – Senador 11

. É legítimo fazer greve, mas em tempo de crise não será impróprio? Censurar o governo é legítimo, mas não o sacrifício do povo (E não será impróprio esse sacrifício?).

XIX – Senador 12

. (Falou do ministro do fanatismo ideológico e exibiu uma carta do 2º governante em que este dizia «Aumentos de impostos, vade retro!». Saberá este senhor o quão glorioso é mudar de opinião?).

XX – Senador 13

. Há um país lá fora que nos vê! (Os óculos vendem-se bem, de facto, agora os dentes e o hálito do pessoal vão de mal a pior…).

. Este governo assume as suas responsabilidades (Já está marcado algum julgamento lá fora?).

XXI – Superministro 2

. Estas moções são apresentadas por partidos situados fora do arco da governabilidade (Fala-se muito do arco ribeirinho, do arco do triunfo, do arco do cego, da velha, mesmo do Baúlhe. Deste fala-se pouco, sem razão aparente).

. Vivemos num tempo difícil e doloroso, por não querermos o isolamento (Bem bastam os 48 anos de isolamento do anterior regime!).

. Os mais favorecidos também foram chamados a dar o seu contributo (Pois claro, ou há moralidade, ou comem todos pela medida grande! Acabe-se com essa ideia que são apenas os menos favorecidos os eleitos do patriotismo, isso é chão que já deu uvas!).

. Tem de haver uma justa repartição entre o Estado e a sociedade civil (A sociedade civil sei o que é, mas todos saberão o que é o Estado? A propósito, quando é que os senadores voltam à velha prática de convidar os incorruptíveis da sociedade para um lanchezinho?).

. Conseguimos fazer as coisas com equidade, sem concessões aos interesses instalados (Todos agora sabemos que equidade é sacrificar mais os que têm proventos mais altos e não podem, ou não conseguem fugir à tortura dos impostos. Nunca é tarde para aprender…).

XXII – Senador 14

. (Começou por deixar registada a nomeação do pantomineiro de serviço durante os últimos 15 meses).

. Andam para aí os bancos e os grandes grupos económicos a reclamar-se de grandes lucros e não são chamados à austeridade? (É injusto, embora dando de barato que as grandes fortuna não têm pátria e se porta como as enguias, são elas que constroem a riqueza. Querem algo mais patriótico que isso? Não se pode ter tudo! Os pelintras - que se estão nas tintas para fundar empresas - que paguem as faturas todas. Sempre houve ricos e pobres, plebeus e nobres, servos e senhores, céu e inferno, portanto…).

. Dizem que pode não haver dinheiro para ordenados e reformas a curto prazo. E também não haverá com que pagar as dívidas de capital, certo? (Afinal foi o Bicho Papão que regressou ou o venerável Homem-do-Saco?).

 

   Houve mais do mesmo. Os casos respigados são meramente exemplificativos.

 



publicado por Jorge às 11:13
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