Domingo, 02 de Fevereiro de 2014

O nosso-primeiro demonstra, por palavras, atos e obras que tem topete para fazer suar o topete a muitos. Os senhores ministros e as senhoras ministras manifestam, por obras, palavras e atos, que têm o mesmo topete para fazer suar o topete a muitos, a exemplo do nosso-primeiro. As senhoras deputadas e os senhores deputados da cor da governamentação mostram por atos, obras e palavras que têm idêntico topete para fazer suar o topete a muitos, a exemplo do nosso-primeiro e dos senhores e das senhoras ministras.

O nosso-primeiro comprou uma coleção especial de tomahawks. As senhoras ministras e os senhores ministros compraram coleções especiais de tomahawks, iguaizinhas à do nosso-primeiro. Os senhores deputados e as senhoras deputadas do matiz da atual governança compraram coleções especiais de tomahawks, iguaizinhas às do nosso-primeiro e às das senhoras ministras e senhores ministros.

O nosso-primeiro foi aos mercados internos e externos e pôs-se a vender escalpes. As senhoras ministras e os senhores ministros foram aos mercados internos e externos e puseram-se a vender escalpes, de braço dado com o nosso-primeiro. As senhoras deputadas e os senhores deputados da aparência de governabilidade foram aos mercados internos e externos e puseram-se a vender escalpes, de braço dado com o nosso-primeiro e com as senhoras ministras e os senhores ministros.

(Cá dentro todos eles e todas elas prometeram a todos os cidadãos e cidadãs que enterrariam, no regresso o machado de guerra.)

Na volta o nosso-primeiro manda distribuir chinós.

Na volta os senhores ministros e as senhoras ministras mandam distribuir bonés.

Na volta as senhoras deputadas e os senhores deputados do arco (e balão) dos atuais arranjinhos governamentais mandam distribuir barretes.

(40 anos tomou a travessia do deserto ao povo eleito.)

 

 



publicado por Jorge às 12:01

Há uma geração de estudantes do superior deste país (não isenta de atitudes néscias e desmandos) à qual foram permitidas práticas académicas insipidamente dignas (estilo queima-das-fitas), a par de outras, menos toleradas, as quais buliram com a paz podre do regime da outra senhora.

Há memória da ousadia de ações na praça pública levadas a cabo por associações e estudantes (veja-se as crises académicas de 1962 e 1969), em prol dos direitos dos estudantes e da população em geral, as quais não calaram fundo à mesma velha senhora.

Nesse tempo, (também de capa e batina), a essas ações, estava reservado um de dois destinos: ou cediam à nascença, de morte matada, ou feneciam de morta macaca. 

Em tempos atuais mais liberais, mais hedonistas porventura, com progenitores mais mimados, os estudos dos rebentos são forçosamente acompanhados de saborosas tranches de diversão, de forma a obviar queixas de almas jovens censuradas.

Quanto a laurear a pevide, muitas são as opções, das quais retenho três: primeira, convívio franco; segunda, noitadas, com copos, rock and roll, sexo e adjuvantes; terceira, praxes.

O pessoal teso (desta massa se curtem os gladiadores vencedores) grama à brava emoções fortes e dá preferência a cenas conotadas com militarismo serôdio e medievo, com uns pozinhos de militantismo deletério, a evocar uma qualquer revolução cultural.

Que é para mostrar à malta nova os cantos da academia e a vida lá fora, pois claro, por isso recorre-se à farronca e à estroinice, atributos exigidos cada vez mais a quem pretende dirigir a banda e não vê-la passar.

O fado é que induca e o vinho é que instrói, hic!

Atualmente há muitos ex-caloiros e ex-caloiras orgulhoso(a)s das praxes académicas, que o(a)s preparou para a vida, mais que a família, o credo, os amigos, a militância nas claques, nos grupos informais de bullying…

Nos tempos atuais, isto é política e por falar nisso faz-se muita política dentro de faculdade e institutos. É lá que os jotinhas ganham viço e estaleca nas associações de estudantes, nas comissões abertas de festas disto-e-daquilo, nos comités maçónicos das praxes e mais não digo.

Malta do superior, que tal uma mudança de práxis? Podiam dedicar-se às tunas, ao teatro, à rádio, por exemplo.

Caso daí não retirem a satisfação ambicionada, resta a alternativa da pesca (já foi pior, já!)...

 

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publicado por Jorge às 10:40
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