Domingo, 26 de Outubro de 2014

Nova imagem (26).pngDesculpe a desarrumação é que estive a fazer cortes no orçamento!

O nosso primeiro deu ordens explícitas à milícia de intervenção rápida e económica (m.i.r.e.) que abrangia todos os colaboradores da sua governança e fez saber com o ar determinado que o tornara distinto que ninguém estaria autorizado a se coçar até que a nova versão do budget estivesse ultimada durasse o tempo que durasse. Que o documento a ser entregue aos protetores deveria conter todos os cortes anteriores e mais uns quantos disfarçados além de todos os planos B e C todas as derivas às propostas de alteração e umas recomendações aos santinhos. Caso a documentação não estivesse alinhavada depressa e bem os padroeiros podiam até fazer chover cães gatos e coelhos sobre as plagas e epidemias já as havia em número suficiente na santa terrinha. Basicamente tratava-se de atualizar uns dados alterar uns parágrafos e acrescentar uns averbamentos que o receituário seria mais do mesmo e as pílulas mais amargas e reforçadas que a exposição à dívida assim o determinava sem tergiversações. Pôs corniculários e diáconos a medirem e a pesarem os prós e os contras das milhentas medidas criadas e do as palavras mansas a usar para confundir e reinar o pagode não há alternativas e que o que não tem remédio remediado está.

Tentem passar a ideia que o maralhal vai pagar menos impostos deixem-nos embarcar nessa miragem que logo lhes dou a sopa levam novos aumentos nos tributos sobre o pão de mistura integral de forma ázimo e o francês sobre a água salobra doce salgada pluvial de escorrência mineral e purificada sobre a cabanga seja engarrafada imperial caseira ale ou lager sobre o tabaco vulgar de lineu o de cheiro o de enrolar e o eletrónico também, sobre os charutos e as bebidas espirituosas há dúvidas. Claro que os restantes bens de consumo imediato não se vão manter impassíveis perante tanta movimentação vão querer promoção e quem não puder comprar vá ter com a cáritas a cruz vermelha as misericórdias as oneguês ou com as juntas de freguesia onde podem obter a declaração de coitadinho do pobrezinho que precisa da caridadezinha mas não chateiem os ricos.

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Eu amo os orçamentos do governo

 Vai daí a tropa fandanga deitou mãos à obra munida de espírito de missão e o budget inflou pelo lado da receita que cada vez mais se confunde com uma dama anafada e voraz mas não gosta que lhe chamem gorda pelo lado da contenção da despesa não se pode que os votantes mais influentes não deixam e eles têm as suas capelinhas muitos respeitáveis. É preciso continuar a pedir sacrifícios ao pagode contem connosco mesmo há pouco se soube que o fmi exige juros mais altos e quem vai pagar é o Zé (fosse no tempo das descobertas e outro galo cantaria) pois está claro. Os sacrifícios dão azia aos predestinados e já que se sacrificam pela sociedade fazendo render os seus capitais que sejam eximidos à austeridade.

Personagem célebre asseverou em tempos que a obediência é melhor que o sacrifício olhe que não é bem assim as 2 coisas juntas rendem mais. Ao nosso primeiro já lhe passou pela cabeça levar tudo a raso se há falta de cheta ninguém leva dinheiro para casa ou usa-se  bitcoins  ou senhas mas aí os santos mercados torceram o nariz regras são regras e ninguém está autorizado a mudar nada que não contribua para a consumação do mercado livre. Aí o nosso primeiro meteu a boca num saco e autoflagelou-se pediu mil perdões e prometeu que continuaria a comandar as tropas até que a santa terrinha levasse a bom porto o experimentalismo de nova vaga que é conseguir enriquecer ficando mais pobre uma teoria que pede meças à filosofia da batata mas que é bom que haja muitos a acreditar.

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 Amor é … poupar no orçamento, contribuindo com o seu .

Todos os dias chegam novas fornadas de especialistas que nem borboletas dispostos a observar in loco a implementação de vias alternativas do crescimento económico que já tem slogan mobilizador: «Cobaias somos nós orgulhosamente sós». Não há dia em que não se realize na santa terrinha uma convenção uma conferência um encontro uma cimeira ou uma palestra sobre a implementação as reformas-fantasmas de que alguns dos participantes nunca tinham ouvido falar e que julgavam aplicar-se a leste do paraíso.

Consequentemente a ocupação oficial e oficiosa de quartos na santa terrinha tem aumentado exponencialmente e já muitos observadores de pássaros de aves rara de dinossáurios de mastodontes se perfilam no horizonte de visita a este recanto paradisíaco. Até consta que Hans Christian Andersen quer ressuscitar para voltar a escrever o seu conto sobre um rei que desfilou nu no tempo dele  e o próprio Maquiavel está em pulgas nunca mais vê chegar o dia de baixar do céu à terra.

De dia para dia aumentam os fluxos de emigrantes que não souberam criar raízes na santa terrinha e que dão o cú e 5 tostões para se porem a caminho dos cús de judas ao fresco. Todos os dias há mais gente à rasca mas que interessa olhos não veem coração não sente e toda a gente sabe que tem de ser competitiva logo no dia do nascimento toda a gente é avisada por isso não há desculpas nem choradinhos que valham.

O nosso primeiro quer bater a patente desta nova técnica de apanhar moscas sem usar mel e prepara já 5 voltas ao mundo para divulgar os novos cenários de recuperação que deixam tudo na mesma a qual foi batizada de teoria da caranguejola por um engraçadinho da praça.

Entretanto a m.i.r.e. já começa a coçar-se depois de tanto esgaravatar e esgalhar mas só para dentro. Trair e coçar é só mesmo começar.

 

PS - Há dias o mais alto representante duma muito alta autoridade espiritual pôs a boca no trombone e disse das boas de tipos da igualha do nosso primeiro que ato contínuo ordenou que lhe fosse entregue na casa do dignatário um cão para que lhe desse banho sempre que lhe aprouvesse mandar postas de pescada alternativamente podia trinchar as pulgas do bicho.

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 - O senhor vai para casa não tarda!

                             - Já deu para perceber que vão fechar o hospital...

 



publicado por Jorge às 12:34
Quarta-feira, 15 de Outubro de 2014

Estava eu ali na horta, feito parvo, a coçar-me das urtigas, a tentar desembaraçar-me dum ervume que daria para alimentar 3 bovinos, durante uma semana. 

Estava eu ali a numa tentativa de amanho de berço para as cebolas e para os nabos, quando se chega silenciosa a Bruna, 3 reis de gente, com 3 anos bem espigados, uma fedelha querida com as birras, as aprendizagens, as brincadeiras e as vacinas em dia.

Quando dei por ela, depenicava um cacho de uvas americanas, de uma videira tardia. Tirava bagos, uns fugiam e lá se punha a persegui-los, outros apanhava-os a preceito e logo os levava à boca, assim verdosos. Pus-me a contemplar a cena, não lhe disse nem ai, nem ui, deixei correr o marfim.

Com que era ela a fautora dos cachos desbagoados!

Decidi intervir e dei-lhe a entender que não lhe faria bem comer os ácinos assim, por amadurecer, podiam causar-lhe um qualquer mal-estar à barriguita.

Ato contínuo, apanho uma uva arroxeada, suficientemente amadurecida, para ser deglutida. Ela, mãozita estendida e sorriso rasgado, aceita-a de bom grado e não tardou a abocá-la, mas só depois de lavada.

Gostou e quis mais, o querer para os infantes não tem limites, os adultos é que o delimitam. Então está bem, pu-la ao colo e mostrei-lhe outros cachos com uvas maduras, que tinham estado fora do alcance da sua vista e da sua altura. Atirou-se a um deles para não mais o largar. Colhi-o e ofereci-lho, já passado por água.

Contente da vida, não se fez rogada e lá se deliciou com aqueles frutos da horta. Papou os bagos todos, chamou-lhes um figo (também gosta, mas acabaram-se). E agora quem a demovia a dar por terminada a sessão? Pelo andar da carroça esgotar-se-iam os bagos maduros, em 2 palhetadas.

Falei-lhe daquele tipo de uvas, que as só se comem quando se lhe escurece a pele. Ouviu, deve ter guardado a informação num recesso qualquer do cérebro pequeno e deve ter dito com os seus botões:

- Passa para cá mais, deixa-te de conversa mole!

Ocorreu-me ir buscar um pequeno escadote, para o qual a fiz trepar, sob as ânsias dos avós e aí depenou os restantes cachos que se atreveram a ocultar-lhe a madurez dos seus bagos.

Deu para ficar de barriga atestada e contente com ela própria e com todos os que estavam à sua volta.

Depois atirou-se às flores, para oferecer à mãe, à avó e a ela própria. De há muito que não a via assim, confesso.

Veem, como tinha razão quem um dia escreveu e cantou que a vida é feita de pequenos nadas?!

Há magia no aprender a comer.

Agora ocorre-me aquele velho dizer: meninos e passarinhos merecem todos os carinhos.

Idem para a criança que sempre habita dentro de nós, os sobreviventes.

Foi um pormenor feliz de um dia sombrio passado numa horta suburbana.

(Ainda desconheço se a Bruna teve disenteria)Nova imagem (25).png

 

 

 



publicado por Jorge às 13:15
Sexta-feira, 10 de Outubro de 2014

     Os animais de companhia estão mais protegidos, depois da última gracinha de zelosos legisladores de turno. Os maus tratos e o abandono, sobretudo de cães e gatos, podem acarretar multas e prisão aos humanos prevaricadores e consentidores.

     Em verdade, a verdade vos digo, a sociedade civil já se habituou ao convívio com os bichinhos queridos, mas há quem não ache piada e se dê ao luxo de os chatear à brava, quando os apanham a jeito, por sadismo, ou coisa que o valha. Ou então temos o caso de proprietários que não se ajeitam ao passatempo de trazer por casa.

    Os animais são sencientes, buscam o prazer, evitam a dor. As sociedades humanas estão organizadas da maneira que estão, porque os humanos são sencientes. Ou ainda não tinha dado para perceber?!

   (Andam a tentar descobrir que os vegetais também cavalgam a onda da senciência; ora adeus minhas encomendas!)

     Os cães, animais de estimação por excelência, frequentam praias, cafés e casas de pasto, têm direito a hotéis e a clínicas específicas e até fazem a sua lostra e a sua mijação em locais públicos, quando trazem os donos pela arreata. Com chinfrineira, a pulso, ou à dentada, têm vindo a conquistar um espaço próprio, o que é altamente meritório, numa sociedade competitiva.

Nova imagem (23).png- Pai, eu quero um animal de estimação!

    Por vontade de alguns entendidos, todo o espaço habitável deveria ser organizado em função dos interesses da bicheza. São os mesmos que combatem expressões hediondas, estilo «levar pancada de criar bicho» e «matar o bicho», por  evidente descontextualização, não bate a bota com a perdigota, pelo que as metáforas têm muito que se lhe diga!

    Pertenço a um grupo vasto de pessoas que se enternecem com os são bernardos e os cães-guias de invisuais. Os cães de caça e os galgos já não enternecem tanto, mas vêm logo a seguir na escala de preferências. Confesso que ainda não me motivei para um frente-a-frente com um bull-terrier, com um cão vadio, ou um cão polícia, pelo amor que tenho aos meus trapos, às minhas carnes e pela minha costela narcisista. Não vejam nisto qualquer má vontade.

     (Por razões de idiossincrasia, não gosto de cães de fila e também dispenso  gatos-pingados.)

     Há quem diga que o legislador não deveria ter deixado na sombra os animais de circo, das touradas, dos laboratórios, das florestas e bosques e até os de tiro. Santa paciência, a estima tem os seus limites, em arrobas de peso e de detritos! Quanto aos animais de abate, porcos, vacas, gansos, patos e galináceos, trata-se de bicharia de reduzida auto estima que chega ao cúmulo de se deixar fazer em picado. Portanto, nunca poderia figurar no cardápio da alta estima, não os metam nestes assados…

    Tenho para mim que uma lei assim presta um inestimável serviço aos que juram e trejuram que elas têm invariavelmente buracos e que deixam sempre alguém ou/com alguma coisa de fora. Não terão todos os bicharocos direitos iguais?

    (Na Índia não deve existir muitas tantas leis assim!...)

Nova imagem (24).pngPessoalmente, acho lamentáveis as manifestações públicas de carinho!



publicado por Jorge às 11:07
Quinta-feira, 09 de Outubro de 2014

. Os quadros pintados pelo senhor Miró e que caíram nos braços do estado português e dos seus mandantes de turno, depois da benemérita intervenção no BPN (feita segundo os cânones da ciência económica dominante), já foram vendidos?

. O nosso primeiro quer mais criancinhas. Um apelo que de Gaulle não enjeitaria. Mas, presume-se que terá escolhido mal a oportunidade. Vida como a de agora não chega a netos, ouve-se por aí…

. Consta que os senhores e senhoras que mandam nos partidos (os do voltarete?) são muito cioso(a)s dos seus valores, raramente dão o braço a torcer e não dão grandes abébias, por isso o país está como está. Disso se queixou o provedor-mor da terra. Fizessem eles marcha atrás e o terrunho colava-se ao pelotão da frente, em 2 tempos. Vai sendo difícil ser prior da freguesia!...

. Comenta-se à boca pequena e à boca grande que certos políticos se servem dos tachos no setor público, para abicharem, mais tarde, bons postos no privado, esse mesmo, o que põe a terra a andar. Não se percebe a verrina. As leis da vida fixadas pelo mercado livre não enjeitam a situação e essa é que conta. Se a inveja fosse tinha, haveria muitos mais carecas!...

. Representantes da nação já não queriam os bustos dos presidentes do «estado novo» (em mau estado), numa exposição pública acertada para a casa da democracia. Consta que, dois dias antes, os ditos mandatários do povo - de passagem pelo local que acolheria a exposição -, ter-se-ão dado conta de um fedor típico doutros tempos, provindo daquelas estátuas.

(Outra testemunha ocular jura que os bustos fizeram caretas,piretes e narazes, pelas costas.)

 Receando uma contaminação generalizada, propuseram os mandatados que o certame fosse inaugurado, pelas calendas gregas. Levaram sopa e por expiação, foram exibidos a trinchar croquetes e pastéis de bacalhau, no dia aprazado!

(«Cansei-me de tentar o teu segredo. (…) Por noites de pavor, cheio de medo» - escreveu um ilustre poeta.)

. Há uma dívida que tomou o freio entre dentes, há muito tempo. Por causa da dita cuja são devidos juros a dar com um pau. Vieram os entendidos na matéria e disseram de sua justiça: os detentores da dívida e dos juros não gostam que lhes façam chegar a mostarda ao nariz, podiam marinhar pelas paredes fora e aí o pessoal levava pela medida grande. Portanto, nada de agitar as águas, que a nação pode não recompor-se de novo naufrágio (até disso são capazes os credores anónimos, alapados no poder global). Entretanto sobreveio a bronca do BES; ministros compraram indulgências, de baraço ao pescoço; o nosso primeiro, apontado de recetador, deu o bacalhau a um senhor muito bem-educado, mas que tem sido acusado de trampolinices; a governança promete uma rebaixa nos tributos, em troca de votos, é um fartar vilanagem! Que fizeram os harpagões? Nem fum nem funeta, sossegadinhos que nem ratos! Não é mesmo de cabo de esquadra?!…

. O SMN (salário mínimo nacional) terá aumentado de 485 para 505 euros, mais 20 euros que certos jornalistas mostraram à saciedade que dão para comprar isto e mais aquilo. Entretanto, até parece que alguns dos contemplados com tal benesse podem mudar de escalão de IRS e a carteira encolhe. Depois há a fiscalidade verde que tem estado a limar os dentes para atacar. Também a beneficente inflação promoverá mais aumentos de preços, da luz, da água, do gaz, do pão, das peúgas e das trusses. A dissimulação no seu melhor, dar com uma mão e retirar com duas…

(O direito consuetudinário hodierno consagra que recebe mais quem mais tem. Os outros que se aguentem à bronca, ou ponham a mão num tesouro. Em qualquer lado…)

Nova imagem (22).pngNhanha,Nanha, Nhanha!!!



publicado por Jorge às 20:38
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