Domingo, 27 de Março de 2016

Hermengarda tem um percurso profissional ascensional; donde, é motivo de inveja de muita e boa gente.

Hermengarda tem um percurso partidário digno de registo; donde, é vítima de invejidade de muita e boa gente.

Hermengarda come e bebe do bom e do melhor; donde, é objeto de ínvia de muitos.

Hermengarda veste pelos parâmetros das casas que ditam a moda em LA, Londres, Paris, Barcelona e Milão; donde, dá alento à zelopatia de muitas e desvairadas gentes.

Hermengarda vive em bairro chique, topo de gama; donde, dá motivo à cupidez por parte de muitas e desvairadas gentes.

Hermengarda possui uma garagem cheia de carros antigos e modernos, dos mais potentes; donde, dá azo ao despeito de muitas e variadas gentes.

Hermengarda é apalavrada para ministra e nela convergem ciúmes de muitas e variadas latitudes e longitudes.

Hermengarda não chega a tomar posse, vetada que foi por conta do nome adquirido na pia batismal.

Ena tantos indivíduos a dizer que merecia!

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Leonel governou a contento de muita gente boa.

Por outro lado, Leonel governou também a descontento de muito boa gente.

Leonel terá recebido muitas agraciações e homenagens pela bondade de atos praticados.

Leonel sentiu e sente a gratidão de muita gente boa.

Por outro lado, Leonel sentiu e sente a ingratidão de muito boa gente.

Leonel sente-se feliz por sentir que levou bem a cabo a sua missão, sem sujar as mãos.

Por outro lado, Leonel sente-se infeliz por ser acusado por muito boa gente de se ter abarbatado com prebendas.

Por outro lado, Leonel diz alto e bom som que também deixou o mando de consciência tranquila.

Por outro lado, Leonel tem a si apontado o dedo por muito boa gente.

Leonel diz que sai de consciência tranquila e que criou muitos amigos entre a muito boa gente em quem mandou.

Em hora de balanço, muita gente boa quer ver Leonel de papo ao Sol, porque, asseveram, que ele ajudou a demonstrar ficou demonstrado que o Sol pode nascer igualzinho para todos.

Em hora de balanço, muita boa gente quer pôr Leonel a ver o Sol aos quadradinhos, pois terá tentado tapar o Sol com uma peneira.

Muitos trâmites depois, Leonel acaba no deserto. É tomado por garantido que Sol e sal costumam livrar gente boa e muito boa gente dalgum mal-estar.

 

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Josefina gosta de se fazer ouvir.

Josefina sabe fazer-se ouvir.

Josefina foi contratada para comentadora de futebol.

Josefina não vai em golpes, em vez de desfazer nos erros mais ou menos grosseiros dos árbitros e árbitras, destaca sobretudo os lances de fino recorte de cada partida.

As estatísticas não mentem: quase o pleno dos restantes comentadores de futebol não vai à bola com Josefina.

Josefina tem conhecimento que esses colegas de comentário promovem, entre outros, abaixo assinados, moções de repúdio, manifes à porta, petições à AR, feitiços que sei lá eu! a ver se a conseguem desalojar.

Os adversários de Josefina asseveram que ela contribuiu para que o comentário desportivo esteja um ou dois escalões abaixo do comentário político.

Os adversários de Josefina asseveram que, em continuando assim, a ação dela pode contribuir para minar o interesse das audiências, até ao seu desaparecimento definitivo duma atividade tão necessária à acalmia social.

Josefina é removida do seu posto de comentário, na sequência duma queixa anónima que a denunciava como agente infiltrada de um fundo que detinha passes de jogadores, casas de passe, apostas legais e clandestinas, além de gerir galerias de arte moderna.

Josefina acaba de mudar de vida: agora opina sobre ascetismo, quando calha.

 

 Emergência

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174 km mais à frente!

 



publicado por Jorge às 12:31
Sábado, 19 de Março de 2016

- Tolentino, diz lá ao que vieste, rapaz! – o pai dá o pontapé de saída.

Tolentino nem tuge nem muge, encafuado no seu quispo de penas, a fixar o chão da loja. Ninguém lhe dá mais que 12 anos.

- Tolentino, parece que o gato te comeu a língua! – adverte-o a mãe.

Tolentino continua mudo e quedo, não diz nem ai, nem ui. Faz menção de zarpar dali a toda a velocidade, empresa contrariada pelos olhares furibundos dos cotas e sobretudo pela imposição a 4 mãos dos progenitores.

- Vá lá, rapaz, que não tenho o dia todo, fanaste ou não aqui ao Sr. Ramiro uma embalagem de farinha de milho?! – atira o pai de família, já ligeiramente agastado.

Tolentino não cede ainda. Caramba, tem amigos que ranfam à grande e à francesa e ninguém os incomoda! Azar o dele por ter por ascendentes devotos!

O pai podia ter vindo ali, falava com o Sr. Ramiro nas calmas («sabe são putos, não medem o alcance dos seus atos»), pagava a quantia acertada, não era preciso tanto estrilho!

- Diz aqui ao Sr. Ramiro que desencaminhaste um saco de farinha de milho, sem pagar! - esclarece a mãe, para espanto de curiosos da circunstância.

Quando a mostarda chega ao nariz empoado e emproado de Dª Marília, ela usa aquele tom sibilino inconfundível; depois tudo podia voar à sua frente, como bem sabiam pai e filho…

Tolentino vai pôr cobro à cena macaca, tinha mais que fazer. Aprendera a detestar autos-de-fé, mal deles ouvira falar. Não estava para aturar litanias, os responsos, as lágrimas da mãe, mailos ralhos e o catatau supervenientes!...

- Deixe lá, Sr. Marcelo e Dª Marília, isso é coisa de pouca importância, vamos pôr uma pedra sobre esse assunto! – atalha o comerciante, pressuroso em pôr termo à cena, pois a clientela já se alonga junto à caixa registadora.

Aquilo já está a demorar mais que à conta! Caramba a casa ainda fica cheia e a vizinhança vai ficar a saber de tudo... Aquilo já parece a escola, que (ora bem!) reproduz o quotidiano…

- Desculpe, Sr. Ramiro, eu roubei uma saqueta de milho, tome-a de volta, por favor, isto nunca mais volta a acontecer! – Tolentino diz de afogadilho, as palavras a escaldar os lábios, sem olhar para cima, para a cara do Sr. Ramiro.

A mãe, orgulhosa do seu rebento,  já o envolve no seu manto protetor:

- Pronto, assim é que é! Vês, não custou nada!

A seu lado, o pai ufano dá-lhe um carolo.

- Até que enfim e que isto não se repita!

O casal recebe alguns apoiados dos circunstantes, uns porque apoiam deveras, outros porque o lanche da família não podia esperar.

- Voltem sempre, o importante é continuar a comprar na loja deste vosso providenciador de bens e serviços! - acrescenta o Sr. Ramiro que não cabe em si de contente, por ter  posto mais um tijolo na edificação da paz social.

Mãe e pai deixam a loja do Sr. Ramiro, em passo de ganso e o Tolentino sai disparado que nem foguete, deserto por chegar a casa e pôr-se em frente do computador, da televisão, do telelé, o que calhasse!...

(De caminho, Tolentino tem ainda tempo para planear o próximo golpe: gostaria de dar a palmada a uma caixa de bombons, que o Sr. Ramiro os tem com bom recheio. Por que não lhe ocorreu antes, ele que tem um fraquinho por doces de todos os géneros e feitios?! Só que, no momento da tentação, lembrou-se que a Noélia se pela toda por papas de milho e milho frito!… E ele grama dela aos pacotinhos, dá-lhe o derriço, quando a vê ou se alembra dela! Tinha de descobrir se ela também gosta de bombons. E, desta feita, não se deixaria apanhar, à primeira todos caem, à segunda só quem quer...)

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«Pode ajudar-me? É que os meus pais perderam-se.»

 



publicado por Jorge às 09:22
Domingo, 06 de Março de 2016

- Saíste-me cá uma grande besta!

- O meu nome é António, que mal fiz eu a deus para ser tratado assim?!

- A deus não podes tu fazer mal, mas a mim fizeste, seu anormal!

- Não lhe admito que me fale nesses termos!...

- Vejam-me bem, sua excelência não admite! Estás com sorte em não te partir a fachada, isso digo eu e com razão. Mas se me fazes perder as estribeiras maila tramontana, faço-te num oito, seu patarata encartado!

- Chega de ameaças e ofensas, não o quero ouvir mais!...

- Olha-me a pulga que já tem catarro! Atreves-te a dar ordens, em minha casa?! É preciso ter muita lata, seu traste!

- Mas, afinal, venho acusado de quê?!

- Olha ali para o córrego, seu energúmeno, o que ali vês a correr é a produção do dia que vai parar ao rio, depois ao mar, depois aos peixinhos! Palermas há poucos como tu!

- Que tenho eu a ver com isso?!

- Que tens tua ver com isto, que tens tu a ver com isto?! Tudo, deste cabo da mercadoria toda do dia, seu sacripanta!

- Sou novato neste posto, mas juro que fiz tudo direitinho!...

- Trocaste as mãos pelos pés, os bugalhos pelos alhos! Fizeste porcaria, seu troca-tintas de uma figa! Fui convencido a trocar seis por meia dúzia, por ficar mais em conta, e toma, levei uma banhada contigo!

- A minha consciência não me aponta nada, as suas acusações são infundadas!...

- Deves ter vendido essa coisa a que chamas de consciência, grande pascácio! Tudo e todos apontam para o teu erro, sua cabeça-de-alho-chocho-partido-aos-bocadinhos! Essa tua caixa-dos-pirolitos é antes uma caixa-de-ressonância!

- Basta! Só me saem duques e figuras tristes!...

- Não basta não, isto não fica assim, isso querias tu! Vais pagar até ao último cêntimo o prejuízo, nem que a vaca tussa, ou eu não me chame Ananias! Perdi muito dinheiro e não consigo pagar ao pessoal, nos próximos tempos, por tua causa! Quer queiras quer não, assim se fará e não penses em vir-me à mão, óviste, sua cabeça de ornitorrinco?!

- Franqueza com franqueza se paga, antes fosse o senhor a ir córrego abaixo! Mas, não perde pela demora, vou lançar mão de todos os meios para tirar desforço. Daqui vou já direito ao seu grémio, a exigir a sua suspensão imediata! Olha a minha vida a andar para trás!

- Boa sorte!!! E andei a pagar salário mínimo a este homúnculo que se gabava de ter experiência e formação superior e vai-se a ver saiu-me uma desgraça!

(O sor Ananias cumpriu a promessa: fez a folha e depois a cama ao Sr. António. A empresa do sor Ananias retomou a laboração plena, sem sobressaltos palpáveis de tesouraria. O sor Ananias não retirou uma vírgula ao rosário de adjetivos atirados em rosto ao Sr. António e perante testemunhas várias, não lhe advindo qualquer mal por conta. O grémio fez do senhor Ananias sócio de mérito. O Sr. António emigrou.)

II

 - Olá, como está a única flor do meu jardim?

- Estou bem, meu cordeirinho de Páscoa!          

- Como passou o seu dia a luz dos meus olhos?

- Bem, tive de levar outra vez com o chefe em cima!

- Desculpa, a ver se bem entendi, minha princesa das mil e uma noites!

- Isto é uma forma de falar, Sansão dos meus pecados. O sor Ananias é muito insistente...

- Sabes que mais, eu acho que não deverias usar roupa tão ousada, minha estrela da tarde!

- Ó conforto da minha alma, o que é bonito é para os outros verem. Caso alucinem, problema deles, só tu tens acesso direto aos meus recessos!...

- Quero-te refém do meu coração, meu bilhete de primeira classe para viagem à lua!

- ‘Mor, cuida-te que sou contra a prisão perpétua e isso é uma questão de princípio de que não abdico. E ficas a saber que algumas vezes me levas às estrelas, muito para além da lua, meu bomboca de trazer à mão e por casa!...

- Não quero que te falte nada, minha coisinha fofa!

- Ternura da minha alma, tomara que os donos de todos os bancos pusessem os olhos em ti, seu grande bankster do meu coração!

(Esta conversa ficou gravada. A gravação foi admitida como prova única em tribunal. Celeuma aparte, o tribunal deu como provado que a consorte cônjuge usou nomeadamente de termos depreciativos e adamados ao segundo cônjuge, com acinte e malvadeza, tingindo a reputação do mesmo. O visado conseguiu o divórcio, direito a pensão vitalícia e a uma compensação choruda.)

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- Tu não passas de um indivíduo desleal e sonso!

- Fico-lhe muito reconhecido!

 

 



publicado por Jorge às 10:49
Domingo, 06 de Março de 2016

Já o meu pai dizia que não se deve brincar com coisas sérias e o pai dele também dizia a mesma coisa a minha mãe e a minha avó também alinhavam no estribilho mas às vezes eu descobria no rosto delas um sorriso sardónico bem armadilhado quando ou o meu pai ou o meu avô paterno se saíam com esse comentário porque vim a descobrir mais tarde que ambas sabiam por á mais bê que eles enterravam a unha em negociatas de mediação e faziam alarde disso entre muros que lá fora tá queto ó mau por uma única vez o meu avô e o meu pai deram à dica extra muros foi assim abusaram dos púcaros na festa do orago e fugiu-lhes a boca para a verdade quando se puseram a confessar que tinham conseguido lucros pingues num negócio de intermediação que metia hortaliças legumes e frutas aos molhos das quintas do Ernestino um agricultor das redondezas que não gostou de saber por portas travessas que tinha sido tomado por lorpa aquilo não era sério.

Vai daí um dia o Vitorino caiu em cima do meu avô e do meu pai e com gestos e berros foi dizendo que chegava bem para os dois mas não chegou saiu da praça do pelourinho em braços a caminho do hospital mais próximo que distava uns 50 quilómetros o Ernestino foi operado amiudadas vezes tal o amasso de ossos até parecia que o homem nunca mais se livrava daquela infernação mas conseguiu à custa de ter arranjado uma pipa de massa por ter posto no prego um armazém uma pocilga e uma porrada de cabeças de gado logo que se pôs bom fez por esquecer o caso porque entretanto o meu avô tornou-se presidente de junta e o meu avô vogal da mesma há que ser sérios nestas coisas o respeitinho aos superiores é muito bonito.

Agora vou deixar o meu avô em paz porque já está na sua última morada e crê-se que em boa companhia só vou falar do meu pai que se afirma «acérrimo cumpridor de disposições e leis» por isso respeitador exímio de litanias e liturgias uma vez perguntei-lhe a razão pela qual ele acompanha os ritos sacramentais junto à porta dos templos e ele falou-me numa cena que tinha a ver com sufocação é isso segundo as suas palavras ele tem complexo de sufocação pelo que tem horror à zona da frente dos templos eu acho que é uma mania como qualquer outra mas já a aprendi a respeitar não vá ser uma coisa séria.

O meu pai recebeu batizo crisma casou-se de igreja é confesso nas datas aprazadas tornou-se mesário de uma confraria que organiza os principais desfiles da terra e que também anima a associação recreativa e o clube desportivo da terra portanto ele está em todas mas o seu principal hobie é prática da caridade porque só assim mantém a fé e a esperança que o país não descambe agora que uns tramposos tomaram conta do rumo dos acontecimentos do país à má fila para tanto basta que os negócios não feneçam e o trabalho se submeta às virtudes públicas esquecendo vícios privados nessa linha de conduta social.

O meu pai se pudesse até organizava festanças de caridade chiques mas logo percebeu que a coisa não dava na terra não há daqueles bairros chiques só de abastados anafados onde vive gente chique que exerce atividades chiques e nesses eventos não entra o peixeiro ou o carvoeiro ou o merceeiro ou o hortaliceiro mesmo que sejam ricos porque não paga a pena misturar alhos com bugalhos portanto não se brinca com coisas sérias por isso o meu pai decidiu especializar-se noutra função costuma atascar as caixas das esmolas dos templos ou as bolsa das esmolas dos ofertórios o que deixa toda a gente bem impressionada e ele fica impante e agradecido por ter tanto e poder ajudar agora esta cena não me aquece nem me arrefece pois descobri que ele enche os ditos recipientes com peças de cêntimos para ele o significado do ato e se calhar está certo e é sério.

Num dia destes o meu pai tirou-se do sério coisa rara nele pelo menos lá por casa que por fora tinha fama de mandão olhem pôs-se a espingardar todo o santo dia atirava palavrões aos 4 ventos inclusive ofendeu a minha mãezinha que a cabidela estava uma merda que a casa parecia um covil de piratas e que não lhe viesse pedir batatinhas à hora da deita ora a minha mãe que também é muito crente e crédula achou que não havia direito de a expor assim de modo que corou muito e depois de ter limpado a casa de cabo a rabo fechou-se no seu quarto preferido a chorar que nem Madalena a pecadora e quando lhe faltaram as lágrimas pôs-se a ver telenovelas a fio e no fim voltaram-lhe as lágrimas mas durante uma semana não vai dirigir palavra ou atenção ao meu cota assim defende a sua reputação intramuros que extramuros ele vai garantir que o meu pai se pode habilitar ao título de melhor cônjuge de sempre melhor ainda está para ser fabricado perante deus limita-se a pedir perdão pelos pecados que cometeu se calhar bem mereceu o ralhete a sério.

Como já disse o meu pai passou-se dos carretos coisa rara em quem se fazia passar por pertinaz e suasivo nesse dia praguejou que se fartou deu murraças e pontapés à mobília escaqueirou louças e bibelôs e esventrou quadros de tão estuporado que estava nem cão nem gato se aproximou dele «andam para aí uns políticos de pataco a caçoar com a religião não fossem eles labregos e não estavam a dar ordens ao povo nem às claras nem na sombra veja-se que eles não aprenderam que quem manda é quem fica em primeiro lugar se o povo alinhou a mim o deve e a muitos como eu a gente andou a acalmar as água mas eles não mereciam porque depois de violarem os procedimentos normais da tomada de poder meteram-se com deus que é da esfera moral e religiosa e a submissão aos seus ensinamentos garantem a papa e a paz social ele deveria merecer a todos o máximo respeito o que não é o caso não eles preferiram escarrar na cara das pessoas e de deus e isto não é sério se deus perdoa e esquece já o povo perdoar perdoa com jeitinho mas não esquece tão certo como estar aqui vocês não sabem onde se meteram a sério!».

E o meu pai continuou a desbobinar que «é sacrilégio pensar que o deus encarnado viveu com 2 homens na terra quando decidiu abrir as portas do céu a todos que se saiba ele só teve de registo na terra um pai o José e mais nenhum e uma mãe que é só uma para toda a gente e que se chamava Maria agora não sei como funcionam as coisas e os registos no céu mas na terra só se regista um pai e uma mãe que perfazem 2 pais não há outra forma de dizer em bom português é assim a língua só os ignorantões como esses usurpadores executivos não entendem isto ou fingem não perceber já agora se a linguagem é machista façam o favor de a mudar as regras que garantam um código de falar e escrever menos homofóbico ora por estas e por outras mais é que essa gentalha malvada há de acabar no caldeirão de Pero Botelho mas grandes pecados deve ter feito o povo para levar com esta maltosa em cima estão a ver no que dá a conquista do poder sem saber ler nem escrever? vão mas é gozar com o Camões!»

 

Um homem sério tem poucas ideias; um homem de ideias nunca está sério.

Paul Valéry   



publicado por Jorge às 10:01
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