Terça-feira, 17 de Setembro de 2019

Aos 11 anos, fora vítima de assédio sexual.

Aos 14 anos, fora vítima de estupro.

Aos 17 anos, é uma jovem atormentada, perseguida por fantasmas: todos os dias perpassavam pela sua mente cenas horripilantes daquelas intromissões violentas do seu corpo e da impotência para escorraçar os agressores.

O pânico instalara-se na sua vida: fosse dia, noite, tarde ou manhã, estivesse a dormir, ou acordada, em casa ou fora dela, o medo acompanhava-a, fosse para onde fosse.

Sobreviera ao pânico apatia, indecisão falta de motivação, insegurança, sensação de vazio, irritabilidade e perda de apetite.

Radica-se nela a convicção que está a mais nesta Terra, considera-se assim a modos de um peso morto para quem lhe quere e continua a fazer bem.

Aos poucos, na sua mente aloja-se, insidiosa, a perspetiva que nunca mais escaparia às malhas que o pânico engendra, até à hora da sua morte.

Decide que escapar à Vida é a decisão certa!

Evita alimentar-se; todavia, não lhe consente tal (des)propósito os mais chegados.

Tenta (outras) formas de suicídio, diversas vezes, mas sem sucesso, graças à intervenção rápida de quem ousava atentar nos seus passos...

«Ó moça, põe isto nessa cabecinha: és tão nova, podes recuperar, há tratamento para os teus problemas, há que fazer fé em soluções mais fiáveis, de futuro, tens a vida toda por diante!»  

Ela, a contragosto, toma pastilhas, mas não se rende do seu propósito.

(Há remédios que não curam os males das almas sensiveis.)

Tenta a eutanásia que está posta em letra de Lei do seu país.

Que não, está fora de questão, derivado à sua idade tenra.

Os dias sucedem-se em sofrimentos, para ambos os lados.

Até que os pais se rendem e consentem que não se alimente nunca mais.

Ficam a seu lado, até ao momento em que ela parte, céu fora!

Antes, deixa escrito:

«Depois de anos de dificuldades e luta, acabou. Depois de muitas conversas e avaliações, foi decidido que serei libertada, pois o meu sofrimento é insuportável. Acabou. Na verdade, há muito que não estou viva, sobrevivo, mas não é real. Respiro, mas já não vivo».

Onde pairas, esgotou-se a dor, Noa?



publicado por Jorge às 13:44
Terça-feira, 17 de Setembro de 2019

Tenha-se em conta que:

.A intervenção nos ecossistemas naturais da Terra não conhece travão, sendo que as espécies de seres vivos irracionais, importantes para a gestão dos mesmos, continuam a diminuir a olhos vistos.

. A Amazónia, um dos pulmões restantes da Terra (outros houve que foram destruídos à conta da exploração sistemática, noutras eras), está cada vez a ser mais defenestrada, à custa da agricultura comercial e da exploração mineira.

. A poluição da água e do ar da Terra, resultante sobretudo do consumo de combustíveis fósseis em automóveis, aviões e atividades fabris, não cede.

. As alterações climáticas na Terra, derivadas do aquecimento global, ampliam-se, afetam muitas regiões e assustam cada vez mais a população (há quem defenda a tese que o planeta já passou por outras fases de aquecimento e esta é tão só mais uma, oxalá!).

. Catástrofes naturais e outras com a assinatura humana na Terra sucedem-se a um ritmo inusitado e matam cada vez mais (à semelhança dos acidentes de automóveis e aviões).

. Há muitos países que não conhecem ainda farta expansão económica, pelo que é de esperar que as agruras ambientais do planeta se agravem, de futuro (os negócios não param).

Será, também, por conta disto que:

. Se expandiu, nos países economicamente mais ativos, um movimento de protesto, liderado, de momento, por jovens, (dantes o alerta chegara sobretudo de personalidades da Ciência), contra alterações climáticas, uma deriva do aquecimento global.

. Um pouco por todo o lado, há gente cada mais gente dedicada à Ciência a ominar que a humanidade se aguentará bem nas suas coordenadas, apenas por mais 3 a 5 dezenas de anos, mais coisa-menos coisa?

. Está a dar os primeiros passos um movimento que propõe a extinção humana voluntária (para escândalo de todas as boas almas defensoras do sistema imposto pela racional espécie humana ao planeta Terra)?

(A branda ONU atira também a sua acha para a fogueira, há «apartheid climático»: as consequências do aquecimento global recaem mais sobre pobres e remediados da Terra, que os ricos defendem-se melhor. E apresenta provas factuais como esta: em 2012, aquando da passagem do furacão Sandy, alagamentos e cortes de energia atingiram indelevelmente 650.000 pessoas de N. Iorque, mas a sede da Goldman Sachs foi poupada, por estar protegida por dezenas de milhares de sacos de areia e graças e graças a ser detentora de geradores próprios; mais, bombeiros privados foram disponibilizados para proteção de mansões. Não há direito!)

Querem lá ver que há muita gente cansada de girar n(est)a Terra!



publicado por Jorge às 13:24
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