Sábado, 13 de Outubro de 2012

 

I – Senador 1:

. Os impostos são iníquos (A lista dos vitupérios é extensa).

. Ontem fizeram uma renegociaçãozinha, não foi? (Não quero, não quero, mas ponham-na aqui no saco…).

. O governo deve ser demitido por fraude eleitoral, por gestão danosa, por assalto fiscal, por favorecimento e por incompetência (Ena, pá, tantos!).

II – Senador 2

. O senhor é o cúmulo da arrogância. Olhe para o seu grupo parlamentar e conte os seus deputados e agora conte os nossos (Assim é que é, ele é mau de contas!).

. As moções de censura têm pouca credibilidade, porque vocês querem mais dívida, nós queremos estancá-la. (Embora comece já a faltar as compressas, cada vez mais caras!)

III – Senador 3

. A diminuição do défice externo foi conseguida às custas dos funcionários públicos e dos reformados. (Que injusto, está a esquecer-se do pessoal das profissões liberais, dos trânsfugas dos impostos, do clero, dos gancheiros, dos donos da ganza e outros freis Tomás…).

. O governo é incompetente, porque a economia estagnou e vocês prometeram o contrário (Foi dizer por dizer, não tome a coisa ao pé da letra!).

IV – Senadora 4

. O senhor não tem vergonha do seu percurso, senhor primeiro? (Querem ver que ele também tem um canudo tirado à má fila?)

. O governo é enganador, mentiroso (Agora já não há respeitinho pelos detentores de cargos políticos? Enganador não, tentou um número de mágico; mentiroso idem, fugiu um bocadinho à verdade…).

. Que caia o seu governo (Ao menino e ao borracho põe deus a mão por baixo!).

V – PM (I) 

. Tenha decoro, senador 1 (Quando um aluno fala grosso para o professor, a comunicação falha, o aluno «cresce»).

. Calma aí, eu próprio comuniquei as alternativas à famigerada taxa, mais tarde esmiuçadas pelo ministro das Finanças (Ninguém me ouviu? Por acaso, nesse dia tive um problema nas cordas vocais…).

. Eu não gosto de pedir desculpa pelos outros (E lembrar-me que o senhor tornou bem claro, no início do mandato que não se desculparia com o antecessor. Para quem está habituado a romper com a palavra dada não fica mal, não senhor!).

VI – Senador 5

. Vocês deixaram tudo pior (Obra hercúlea, pá!).

. CDS, o desonesto ex-partido dos contribuintes (Ex porquê? O projeto limita-se a estar na gaveta, à espera de melhores dias…).

VII – Senadora 2

. O governo não acerta uma (Falta de treino, pois os rapazes só lá estão, há 1 ano e picos…).

. O governo é a crise (Bem que constava que as façanhas do Bicho Papão estavam de volta?).

. Só há uma solução, a demissão deste governo (Embora o tempo esteja de seca, isto é chover no molhado).

VIII – Senador 6

. Fascismo económico é a vossa prática (Os estudos dados à estampa até hoje não tinham deixado preclara a ligação do fascismo de 2ª instância ao capitalismo de qualquer estirpe…).

. O governo anda a vender o país a pataco (Então, já saímos do euro?!).

. O problema não é das cigarras, ou das formigas, mas sim das sanguessugas (Pelos vistos, o país está entregue à bicharada!)

IX- Senadora 3

. Os senhores já não têm credibilidade (Os ministros olham de soslaio para a página da net da sua corretora).

. Há muitas caras de velório nas bancadas da direita (Segundo fontes fidedignas, o ar abatido deve-se às ramboiadas da noite anterior!).

X – Senador 7

. Os senhores têm falta de vergonha (De facto, depois de tanta bordoada, quanto mais me bates mais quero ficar?)

. Os senhores praticam terrorismo social, traição nacional, pelo que vão sair pela porta das traseiras. A censura do povo vai continuar (Os homens andam com medo da sua sombra, tão só)

XI – PM (II)

. A intervenção do senador 7 não é digna de um deputado do povo, pelo que me escuso de responder (Afinal o homem ofende-se, quem diria! Será que vai amuar e fazer uma reunião com o povo para fazer queixinhas?).

. Falamos linguagem transparente (Os vidros é que têm estado sujos, por falta de detergente que deixámos de importar!).

. Portugal tem disciplina orçamental (Dão-se alvíssaras a quem a encontrar).

. Conseguimos evitar mais uma viagem da troica (E assim o país não está a fugir aos seus compromissos, nomeadamente o de fornecedor de sol, de mar e de areia aos sortudos da União, não?).

. Demagogia não é a linguagem do governo (Será… ludíbrio?)

XII – Senador 8

. Qual a legitimidade de um governo que promete uma coisa e faz outra? (Vamos lá a ver se a gente se entende, o senhor sugeriu que o governo rasgou o programa de governo? Fica feio, porque esse mesmo governo não quer rasgar o compromisso da trindade).

 XIII – Senadora 2

. Este é o governo do quanto pior, melhor (Por acaso não será o contrário?).

XIV – Senador 9

. O governo não está à altura da situação (Um governo de baixotes, portanto de mão baixa, é o que é).

. O governo acumula casos caricatos, como o da fusão de freguesias, o das fundações (Esqueceu-se da equidade dos cortes, das queixinhas aos empresários, dos elogios aos sacrificados filhos da nação…).

. A abstenção é virtuosa (Então, não são os votos expressos que os elegem?).

XV – Superministro 1

. Tem havido muita intriga política e teatro parlamentar (E à borla, presumo…).

. As críticas têm descambado para a pantominice (Em parlapié o homem é bom!).

. O caminho é estreito e difícil, se não queremos a rutura descontrolada (Em 1986, eram tudo rosas…)

. A troica vai deixar o país, em Junho de 2014 (Com a capacidade de previsão este homem acaba em manda-chuva número um!).

. Os sábios têm dúvidas, os ignorantes certezas (E o que acontece a quem é detentor de sábias certezas?).

. A principal mensagem das manifes de 15 de setembro é esta: queremos ver-nos livres da troica (Afinal aqueles cartazes alusivos a roubos e a gatunos destinavam-se à troica. O que vale é que a troica não é de tricas: ó Abreu, dá cá o meu).

. Os portugueses são o melhor povo do mundo. (Terá razão, mas não me lembro em que concurso, conferência, instância ou relatório internacional se chegou a essa conclusão…).

. Vem aí um grande aumento de impostos (E vem mesmo a calhar, já cá faltavam, para animar a malta!).

XVI – Senador 10

. O governo quer arrumar com o povo, à custa de doses cada vez mais fortes (Dir-se-ia doses cavalares, um procedimento normal, ao que parece…).

. O governo gosta da realidade virtual, pois é cábula. (As cábulas até ajudam a arranjar a vidinha. Houve até aquele homenzinho nos EUA que se gaba de ter tirar um curso superior, continuando analfabeto…).

XVII Senadora 4

. (A senhora falou e disse que a troica estava a pagar aquela sessão do parlamento. Até hoje ainda não se descobriu qual o planeta que a senhor representa.).

XVIII – Senador 11

. É legítimo fazer greve, mas em tempo de crise não será impróprio? Censurar o governo é legítimo, mas não o sacrifício do povo (E não será impróprio esse sacrifício?).

XIX – Senador 12

. (Falou do ministro do fanatismo ideológico e exibiu uma carta do 2º governante em que este dizia «Aumentos de impostos, vade retro!». Saberá este senhor o quão glorioso é mudar de opinião?).

XX – Senador 13

. Há um país lá fora que nos vê! (Os óculos vendem-se bem, de facto, agora os dentes e o hálito do pessoal vão de mal a pior…).

. Este governo assume as suas responsabilidades (Já está marcado algum julgamento lá fora?).

XXI – Superministro 2

. Estas moções são apresentadas por partidos situados fora do arco da governabilidade (Fala-se muito do arco ribeirinho, do arco do triunfo, do arco do cego, da velha, mesmo do Baúlhe. Deste fala-se pouco, sem razão aparente).

. Vivemos num tempo difícil e doloroso, por não querermos o isolamento (Bem bastam os 48 anos de isolamento do anterior regime!).

. Os mais favorecidos também foram chamados a dar o seu contributo (Pois claro, ou há moralidade, ou comem todos pela medida grande! Acabe-se com essa ideia que são apenas os menos favorecidos os eleitos do patriotismo, isso é chão que já deu uvas!).

. Tem de haver uma justa repartição entre o Estado e a sociedade civil (A sociedade civil sei o que é, mas todos saberão o que é o Estado? A propósito, quando é que os senadores voltam à velha prática de convidar os incorruptíveis da sociedade para um lanchezinho?).

. Conseguimos fazer as coisas com equidade, sem concessões aos interesses instalados (Todos agora sabemos que equidade é sacrificar mais os que têm proventos mais altos e não podem, ou não conseguem fugir à tortura dos impostos. Nunca é tarde para aprender…).

XXII – Senador 14

. (Começou por deixar registada a nomeação do pantomineiro de serviço durante os últimos 15 meses).

. Andam para aí os bancos e os grandes grupos económicos a reclamar-se de grandes lucros e não são chamados à austeridade? (É injusto, embora dando de barato que as grandes fortuna não têm pátria e se porta como as enguias, são elas que constroem a riqueza. Querem algo mais patriótico que isso? Não se pode ter tudo! Os pelintras - que se estão nas tintas para fundar empresas - que paguem as faturas todas. Sempre houve ricos e pobres, plebeus e nobres, servos e senhores, céu e inferno, portanto…).

. Dizem que pode não haver dinheiro para ordenados e reformas a curto prazo. E também não haverá com que pagar as dívidas de capital, certo? (Afinal foi o Bicho Papão que regressou ou o venerável Homem-do-Saco?).

 

   Houve mais do mesmo. Os casos respigados são meramente exemplificativos.

 



publicado por Jorge às 11:13
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