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oitentaeoitosim

01
Nov17

Cimélio 1

Jorge

Recentemente dois investigadores de renome na Europa foram postos perante a seguinte questão:

- Caso estejam impregnados de produtos químicos - nomeadamente devido ao uso de pesticidas - os legumes, hortaliças e frutas que consumimos e cujas vantagens alimentares são indiscutíveis, não seria mais avisado deixar de consumir tais bens?

Ouvidos separadamente, ambos responderam que não. As suas justificações traduzem-se assim: temos pena pela contaminação, mas, pelo que se sabe de ciência segura, é preferível não os excluir, mesmo assim, das dietas, porque os benefícios colhidos do seu consumo superam os riscos potencializados pela contaminação. Só num contexto de uma catástrofe hedionda – contaminação nuclear, por exemplo – deveriam ser postos de lado.

Também ambos estiveram de acordo que é preciso acautelar o uso de pesticidas. Também vincaram que os bens alimentares oriundos da agricultura biológica (isentos de químicos, mas sem grandes vantagens nutricionais relativamente a bens equivalentes da agricultura convencionada) são uma alternativa ponderosa.

De tais ditos não sai beliscada a indústria química, não sai menorizada a agricultura tradicional, sai garantida a agricultura bio e não sai comprometida saúde da gente (os regimes esses ficam intocados, deo gratias!).

Não se vive para comer, antes pelo contrário.

 

Popeye.jpg

Será possível que estivesse errado sobre os espinafres, todos estes anos?!

 

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