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oitentaeoitosim

09
Nov14

De déu em déu

Jorge

Há 25 anos caiu um muro em Berlim.

Esse muro separava 2 mundos, a bem dizer, o dos bons e o dos maus.

Muita gente morreu por conta, quando estava de pé.

Muita gente lucrou, quando ele caiu.

Colha-se a diferença.

Hoje, há um muro na fronteira EUA-México, difícil de ultrapassar.

Há um muro em Melilla, difícil de pular.

Há um muro na Cisjordânia, difícil de atravessar.

Há um muro a separar as Coreias, quase impossível de dar a volta.

Há um muro de facto - uma linha verde - a separar Nicósia, difícil de contornar.

Esses muros separam 2 mundos, a bem dizer, o dos bons e o dos maus.

Muita gente falece, porque continuam de pé.

Muita gente lucra por conta, e, quando caírem, também.

Aqui não há grande diferença.

Hoje, há condomínios que se fecham com muros, fáceis de construir.

Há muros nas escolas, na comunidade, nas pessoas, difíceis de arrostar.

Há muros a separar terrenos, fábricas e instalações de comércio e serviços.

Estes muros separam os humanos em 2 mundos, a bem dizer, o dos bons e o dos maus.

Muita boa gente lucra, quando os muros certos se mantêm eretos.

Eis a diferença!

A queda daquele muro, há 25 anos fundiu os 2 mundos temporariamente de costas voltadas num só, o dos lucros que deus dá e pode retirar e não custou nada.

A China tem uma muralha grande que continua de pé e que gera milhões.

Há muros que valem o seu peso em ouro, neste novo mundo, seja de pé ou caidinhos, essa é que é essa!

(Havia um muro entreportas que ceifou 3 vidas e isso foi mau e um outro que estava em construção e tomou para si várias vidas e isso foi também mau.)

Portanto, há muros bons e muros maus que mantêm um mundo de sentido único.

(Os muros, como os cintos, não são muros enquanto não se fecham.)

Soube agora que houve um profeta que se atreveu a alertar para a ereção de muros em demasia, ficando as pontes em minoria.

 

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