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oitentaeoitosim

10
Out14

Em Batatívia 4

Jorge

     Os animais de companhia estão mais protegidos, depois da última gracinha de zelosos legisladores de turno. Os maus tratos e o abandono, sobretudo de cães e gatos, podem acarretar multas e prisão aos humanos prevaricadores e consentidores.

     Em verdade, a verdade vos digo, a sociedade civil já se habituou ao convívio com os bichinhos queridos, mas há quem não ache piada e se dê ao luxo de os chatear à brava, quando os apanham a jeito, por sadismo, ou coisa que o valha. Ou então temos o caso de proprietários que não se ajeitam ao passatempo de trazer por casa.

    Os animais são sencientes, buscam o prazer, evitam a dor. As sociedades humanas estão organizadas da maneira que estão, porque os humanos são sencientes. Ou ainda não tinha dado para perceber?!

   (Andam a tentar descobrir que os vegetais também cavalgam a onda da senciência; ora adeus minhas encomendas!)

     Os cães, animais de estimação por excelência, frequentam praias, cafés e casas de pasto, têm direito a hotéis e a clínicas específicas e até fazem a sua lostra e a sua mijação em locais públicos, quando trazem os donos pela arreata. Com chinfrineira, a pulso, ou à dentada, têm vindo a conquistar um espaço próprio, o que é altamente meritório, numa sociedade competitiva.

Nova imagem (23).png- Pai, eu quero um animal de estimação!

    Por vontade de alguns entendidos, todo o espaço habitável deveria ser organizado em função dos interesses da bicheza. São os mesmos que combatem expressões hediondas, estilo «levar pancada de criar bicho» e «matar o bicho», por  evidente descontextualização, não bate a bota com a perdigota, pelo que as metáforas têm muito que se lhe diga!

    Pertenço a um grupo vasto de pessoas que se enternecem com os são bernardos e os cães-guias de invisuais. Os cães de caça e os galgos já não enternecem tanto, mas vêm logo a seguir na escala de preferências. Confesso que ainda não me motivei para um frente-a-frente com um bull-terrier, com um cão vadio, ou um cão polícia, pelo amor que tenho aos meus trapos, às minhas carnes e pela minha costela narcisista. Não vejam nisto qualquer má vontade.

     (Por razões de idiossincrasia, não gosto de cães de fila e também dispenso  gatos-pingados.)

     Há quem diga que o legislador não deveria ter deixado na sombra os animais de circo, das touradas, dos laboratórios, das florestas e bosques e até os de tiro. Santa paciência, a estima tem os seus limites, em arrobas de peso e de detritos! Quanto aos animais de abate, porcos, vacas, gansos, patos e galináceos, trata-se de bicharia de reduzida auto estima que chega ao cúmulo de se deixar fazer em picado. Portanto, nunca poderia figurar no cardápio da alta estima, não os metam nestes assados…

    Tenho para mim que uma lei assim presta um inestimável serviço aos que juram e trejuram que elas têm invariavelmente buracos e que deixam sempre alguém ou/com alguma coisa de fora. Não terão todos os bicharocos direitos iguais?

    (Na Índia não deve existir muitas tantas leis assim!...)

Nova imagem (24).pngPessoalmente, acho lamentáveis as manifestações públicas de carinho!

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