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oitentaeoitosim

17
Nov14

Em Batatívia 6

Jorge

Foi-se

Um senhor ministrante entendeu que estavam reunidas as condições para bazar.

Alguns figurões do seu ministério e de outros das proximidades terão pisado riscos vermelhos, tão fáceis de transpor.

Tinha sido recentemente institucionalizada aquela prática - dantes clandestina - , a qual consistia em arranjar passaportes de capa dourada cá da terra, em troca de pipas de patacas, ou de euros, ou outra divisa qualquer, dando de barato que teriam de animar o mercado do trabalho..

E esta era uma boa oportunidade para quem tem 2 olhos, em terra de cegos, ou simlares.

A ele ninguém lhe podia apontar qualquer mancha no casaco, na camisa ou na gravata, mas era chefão de chefes subalternos que não terão resistido à tentação de enriquecer de uma penada.

O seu código de honra impunha que não assobiasse para o ar. Apresentou a demissão, após aturada reflexão, a bem do governo e da nação também. E recebeu muitos aplausos pela decisão inusitada por aquelas bandas, o que se regista.

Se há outros ministráveis que não se guiam por tal código ou por tal honra, problema deles! Se sacodem a água do capote ou para cima de outrem, idem, aspas.

O senhor arrumou a trouxa e zarpou. Verdade seja dita que não lega grande obra, mas outra coisa não seria de esperar, numa época em que todos os peões de brega do nosso primeiro têm sido sistemática e recorrentemente chamados a cimentar táticas de saque aos compatriotas menos bafejados de fortunas, sem dó, nem piedade, ou quaisquer pedidos de desculpas.

Aí também, nada a apontar-lhe, cumpriu lealmente!

A moral da estória pode ser esta: nem só de dizer amém vive uma pessoa.

Ou estoutra: há pessoas que não dão ponto sem nó, mesmo quando recebem benesses, porque não dormem na forma.

Para que conste.

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