Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

oitentaeoitosim

11
Abr21

Fugas

Jorge

i

A páginas tantas, o Estado autoexcluiu-se da gestão de residências e lares de idosos, delegando tais funções em IPSS e na iniciativa privada, entidades às quais, todavia não se esquiva em atribuir apoios financeiros e outros.

Fica bem!

Antes da pandemia determinada pela covid19, residências e lares de idosos havia a funcionar dentro dos moldes exigidos por Lei, os quais, no entanto, eram superados em número pelos que operavam fora dela.

O que não se entende bem!

No período em que já dura a pandemia, presume-se que a generalidade das residências  e lares para idosos terão recebido ajudas oficiais em testes, vacinação e pessoal especializado etc. inclusive os que laboravam fora da Lei.

Ainda bem!

Vem aí a regularização de funcionamento de todas as instituições que mantinham porta aberta sem reconhecimento oficial, mas sem aumentos dos encargos para os utentes?

Ficava bem!

ii

No contexto da pandemia, têm sido atribuídas ajudas a empresas, para assistência à família, ao lay-off, apoios escolares e provavelmente suporte a trabalhadores independentes e a sócios-gerentes, entre outras medidas sociais.

Ora bem!

O Estado também decidiu abonar ajudas financeiras para a liquidação de rendas, tanto a inquilinos, como a senhorios, de forma que possam fazer face a privações.

Ainda bem!

Ora é sabido que número farto de arrendamentos tem sido feito, ao longo de muitas luas e lustros, por 31 de boca, prática a que muitas vezes se recorre, por ficar mais por conta.

Bem não parece!...

Vem aí a regularização dos contratos de arrendamento imobiliário, mas sem aumento de encargos para os inquilinos usufrutuários?

Ficava bem!

iii

Em época de confinamento, algures no continente europeu, os cabeleireiros e afins foram autorizados excecionalmente a reabrir portas, enquanto muitos outros estabelecimentos comerciais mantinham as portas fechadas.

Pois bem!

Na oportunidade, alguém do poder executivo deixou lavrado em sentença que a dignidade humana da clientela desses estabelecimentos é inviolável.

O que parece bem!

Sabe-se que, em tempos recentes, pessoas há que têm vindo a público jurar a pés juntos que não se maquilham mais à maneira, também por uma questão de dignidade.

O que parece bem!

Alguém teima em pensar que a dignidade humana se afirma na pluralidade?

Ora bem!

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2010
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2009
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub