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oitentaeoitosim

26
Mar14

Isto não dá para todos (V)

Jorge

. Os preços de marijuana no mercado paralelo, comum, alternativo ou negro, como se queira, poderão vir a sofrer alterações, no curto prazo, não por razões de procura, mas de outra oferta. O composto resultante da queima de folhas e pétalas de hortênsias secas ou secadas, ao que parece, poderá ombrear em efeitos alucinogénios com a marijuana. São alemães que o asseveram e quando a Alemanha espirra meio mundo se constipa…

Por isso estão em perspetiva grandes negócios para as bandas da Macarronésia. Sugere-se alguma temperança na abordagem dos degraus que dão acesso ao mercado.

 

. Um ator norte-americano de talento e currículo vasto, ao que parece basto familiarizado com drunfos, um dia morre de overdose e foi pena. Este trânsito ao mundo do Além cria um ambiente de anticlímax tal que leva os jornais da santa terrinha a debitarem grossas parangonas nas primeiras páginas dos jornais, deixando parvos tudo e todos os que maioritariamente nunca tinham ouvido falar de tal senhor. Paz à sua alma, requiescat in pace… Agora supõe-se que esses órgãos de comunicação social já estariam pesarosos de véspera, possuídos de poderes divinatórios, premonitórios mesmo.

Só assim se entende que tenham tratado, com indiferença olímpica a provocar estupor, ações de protesto cívico, de forte envergadura, na sua própria terra.

 

. Um senhor comentador do canal de tevê oficial já tinha sido nosso-primeiro. Agora produzia comentários amargos, mais ressabiados que os do filósofo da Antiguidade que se atreveu a usar o seu nome próprio (ou por aí). A sua contratação tinha criado embaraços, mesmo aos da sua tribo e as suas tiradas levantaram algumas ondas. Em meia hora dava conta do recado e ia à vida. Nesse lapso de tempo, uma senhora jornalistas punha-lhe as questões a jeito e ele não se fazia rogado, chutava-as para o melhor sítio. Era trigo limpo, farinha Amparo! Um dia o chefe da senhora jornalista disse-lhe: «Da próxima deixas que faça uma perninha?» A subordinada não se fez rogada, por quem é… O chefe meteu os pés pelas mãos, o comentador-entrevistado viu-se em palpos-de-aranha, pois não esperava tanto empertigamento. Foi a sua primeira entrevista paga e custou-lhe caro. Quis transferir-se para os programas da tarde, onde se contam muitos contos e narrativas, por uns trocos, já tinha apanhado o jeito.

Metido em brios, decidiu não virar a cara à luta. Da vez seguinte, o senhor comentador imitou os antigos: leu, perante as câmaras o comentário redigido de antemão.

 

. Veio um senhor e disse que este ano tudo ficava no trinque. Veio outro e disse que só nos próximos 2 anos as contas se poriam de feição. Veio uma senhora que disse que as contas públicas se recomporiam, nos próximos 3 anos. Veio outra senhora e disse que o saldo estrutural orçamental das contas públicas entraria nos eixos nos próximos 4 anos. E assim sucessivamente, palpites houve-os até aos 15 anos. Depois 74 compinchas saíram dos seus casulos (em homenagem ao 25/4?) a dizer que as contas precisavam de um haircut, ou coisa que o valha. Os senhores que tinham feito as previsões torceram o nariz e disseram que os 74 eram gentalha, as senhoras que tinham feito previsões arrebitaram o nariz e apelidaram os 74 de gentinha…

A turbulência cambial que se seguiu foi ficando e ficando e deu azo a novo ciclo de previsões.

 

 

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