Segunda-feira, 27 de Janeiro de 2020

1 – O CELE (Comércio Europeu de Licenças de Emissão) foi criado à sombra do famoso protocolo de Quioto - entrado em vigor em 2005 - e que propugna pela redução de gases com efeito de estufa para a atmosfera.

O CELE – imagino - é assim a modos duma bolsa de valores: não se transaciona ações e outros títulos, mas sim licenças para emissão de CO2.

(Se a minha cimenteira não pode poluir mais, compro umas licenças a quem as tem, em casa, ou na estranja, a troco d’algum, naturalmente).

Com tais movimentações bolsistas, há empresas, sobretudo da Alemanha, que conseguem faturar milhões, garantidamente.

Onde não há negócio, não há virtude garantida!...

Há pouco tempo, um ambientalista nativo lamentava-se em público que o CELE “tem sido, infelizmente, um instrumento controverso” no combate ao aquecimento global e às alterações climáticas.

A tanto não me atreveria eu!...

 

2 – Uns quantos bilionários (detentores de biliões de dólares) estado-unidenses, há uns meses atrás, manifestaram a sua determinação em pagar mais impostos. “A América (leia-se EUA) tem a responsabilidade moral, ética e económica para taxar mais a nossa riqueza». Eles acham que um novo imposto sobre as suas fecundas fortunas constitui uma medida justa, patriótica e fortalecedora da liberdade, da democracia e da riqueza do país, para além de ajudar a enfrentar a crise climática da Terra (presume-se).

Consciência pesada?

(Bill Gates também está na onda).

A tanto não me atreveria eu!...

 

3 – Há alguns meses atrás, uma governante portuguesa, do alto da sua cátedra, decretou que os atrasos no atendimento dos Serviços (de Registo) que tratam do cartão de cidadão, por exemplo, se devia ao facto de os utentes das Lojas do Cidadão persistirem «sistematicamente» em formar densas filas à porta», muito “antes da abertura do atendimento ao público”.

Ignoro se o cenário junto de tais repartições públicas - montado por quem não tem acesso direto aos gabinetes do mando -, ainda persiste, posto que a comunicação social nunca mais se fez eco de tais irregularidades.

Mas, consta que contratação de mais funcionários solucionaria a questão.

Tanto não me atreveria eu propor!...

 

4 - Um investigador (português, por acaso) é taxativo: "Não há fundamentos biológicos para a monogamia". Que na Natureza nenhuma espécie é monogâmica. Que não há uma única espécie animal em que 8% a 10% dos indivíduos não sejam homossexuais (numa certa espécie de morcegos chega a 35%), a mesma percentagem que se admite para o ser humano, e que tal acontece naturalmente, em todas as espécies.

"O sexo é natural, mas o género é construído", rematou.

Só quem sabe, se atreve a tanto…



publicado por Jorge às 21:01
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