Sábado, 08 de Abril de 2017

1 - «O presidente do Eurogrupo, o também ministro das Finanças da Holanda, Jeroen Dijsselbloem (...) afirmou recentemente que ‘durante a crise do euro, os países do Norte mostraram-se solidários com os países afetados pela crise. «Como social-democrata, atribuo à solidariedade uma importância excecional. Porém, quem pede [ajuda] também tem obrigações. Não se pode gastar o dinheiro em copos e mulheres e depois pedir que o ajudem».

Desconfio que o Sr. Jeroen estará mal informado sobre a minha terra natal: por aqui acrescenta-se uma pinguita à bucha, para ajudar a comida a descer até ao estômago, que os morfos estão cada vez mais intragáveis. Nos Países Baixos a coisa não funciona assim, porque a abastança e a cultura não permitem, melhor para vocês! Se a gente não empurrasse os comes com uma pingoleta, aí haveria muitas mais doenças gástricas e está provado que esta não é a melhor altura para arranjar mais doenças.

Quando a aquisição de favores junto de mulheres - as de mau porte, de zonas vermelhas, suponho – fique a saber que somos indivíduos de sólidos e austeros princípios morais que se opõem a tais devaneios, talvez lhe tenham falado dalgum compatriota nosso que tenha mijado fora do penico, mas não faça da exceção uma regra. Note bem, por aqui até se diz que quem não tem dinheiro não tem vícios!

Consta que, há fartos anos atrás, os antepassados tugas tenham andado por esse mundo fora - Flandres incluída – atrás de especiarias e de rabos de saia, até posso acreditar, longe dos olhos, longe do coração... Mas, isso é chão que já deu uvas, há muito que a malta se ajustou a uma existência de jejum e abstinência. Atualmente já não há mais mundos por revelar e os nossos antepassados não souberam valer às novas gerações de tesanas. Acredite que nesta terra, no presente, atualmente homens e mulheres desta terra (dos restantes PIGS pouco sabsei) anda à rasca, na luta pela sobrevivência, que não pela concupiscência, a maioria, está claro!...

Querem ver que o camarada Jeroen, apesar do seu aspeto angélico e místico, veio cá à socapa e tornou-se amigo de maiorais, daqueles que pedem emprestado e ninguém lhes cobra, daquelas que fazem trinta-e-um por uma linha e a quem é garantida impunidade e então julgou que a farra continua?! Será que o convidaram para umas cenas manhosas e curtidas em alcofas esconsas, com pó e drinks até mais não?! Cuidado com esses melros, esses gostam de viver à grande e à neerlandesa, à custa do Zé e para isso não lhes faltam ideias, veja com quem se mete!

Deixe que lhe diga, Sr. Jeroen, por aqui a maioria da malta está satisfeita com as respetivas caras-metades e não tem tempo a desfiar traições, flirts ou coisa no género!

Quanto à dívida que está em atraso, a gente paga, mesmo que isso nos custe os olhos da cara. Sabe que por aqui se diz que quem a sua dívida paga, sua fortuna aumenta. Vamos por aí!

Ponha essa ideia de parte, por aqui a malta não bebe para esquecer. Até vou mais longe, além de empurrar o maná, a pinga também transmite calor e alegria.Deixe-nos estar de cara alegre (embora de coração triste), caso contrário o opagamento do calote pode estar equacionado! Sabemos bem que tristezas não pagam dívidas, se é que me entende...

 

2 - «O Presidente da República prometeu (...) receber os representantes dos movimentos de contestação à pesquisa de petróleo na região (Algarve) e também os moradores das ilhas-barreira da Ria Formosa, onde algumas construções serão demolidas antes do verão».

O PR de Portugal comprometeu-se, não anda com muito tempo, em ouvir representantes (eleitos?) de movimentos de contestação (quantos são, quantos são?!) que não querem pesquisas de petróleo no Algarve, já bem basta o que basta: o turismo descaraterizou a região, agora não vamos deixar que suceda o mesmo com o petróleo, isso é que era bom! Ainda-por-cima o crude suja muito mais que o turismo, dá é mais dinheiro. Mas, é preferível assim: a maioria continuar pobre, mas honrada e limpa...

Por acaso até acho crível que, perante uma descoberta consumada de crude, as disposições da UE, do BCE, das agências de rating, das entidades bancárias e parabancárias credoras, já para não falar nos principais fundos de investimento e grandes empresários do planeta mudariam como da noite para o dia. Estou mesmo a imaginar um encurtamento das contas caladas do país que estão em atraso, sem recorrer à via negocial...

    Quanto às casas construídas nas ilhas-barreira da ria Formosa, já estou a imaginar também que haverá mais do mesmo: baralhar de novo, para dar da mesma maneira, a especialidade da casa...

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 (Olha-me o gajo outra vez, foge!!!)

 

 

 



publicado por Jorge às 12:38
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