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oitentaeoitosim

27
Jan14

Respigos

Jorge

I - A vingança não se serve fria

 «Um incêndio deflagrou esta quarta-feira (dia 11/12/2013) no concelho de Arouca, distrito de Aveiro, com três frentes ativas e mobilizava 30 bombeiros e oito veículos.

Segundo a página na internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil, o fogo teve início em floresta às 12h30, na localidade de São Pedro Velho.

Não há ainda explicações para as causas do incêndio em pleno Dezembro.»1

 

   Para quem já se esqueceu, no fim-de-semana precedente, o clube da terra tinha ido incendiar o estádio da Luz. Agora venham dizer que não creem em bruxas, elas servem a vingança… quente!

 

II - O homem do nevoeiro

«A responsabilidade pela situação das pensões não pode ser assacada exclusivamente a este Governo nem ao anterior. Este problema vem muito lá de trás, quando se deram às pessoas coisas que sabíamos que a longo prazo não eram sustentáveis e que um dia havíamos de chegar aqui.»2

 

  Um emprego, uma pensão, um bom contrato, uma boa fatia de fundos sempre se conseguiu com empenhos, cunhas e padrinhos. Estar empenhado até ao pescoço chateia, mas por uma boa causa, uma causa cultural já deveria merecer maior apreço…

 

III - Eles sabem-na toda!

«A Ordem dos Médicos (OM) quer passar a cobrar custas e taxas às pessoas que apresentem queixas contra os clínicos na instituição, de forma a evitar que as participações sem fundamento se multipliquem e a tornar mais rápidas as decisões. O valor destes pagamentos (que surgem na proposta da revisão de estatutos da OM) ainda vai ser definido por regulamento próprio, mas pode ascender a 102 euros.» 1

Querem um exemplo? Apareceu na Ordem uma queixinha de uma senhora pelo facto de uma médica a tratar por «tu», quando a não conhecia de parte alguma. Isto é disparate! Se ainda fosse por acumulação de empregos, ausência do hospital público para dar consultas no privado, a fuga a impostos, ou atentados à nossa rica saúde ainda se transigia. Assim, não há pachorra…

IV – Monofobia incerta ou não-sei-quê

«João Manuel Lourenço. Assim mesmo, sem receio de revelar o nome completo. Há quatro anos trabalhava na construção civil. Não esconde o orgulho que tem no seu currículo, que inclui a Ponte Vasco da Gama. Esteve também nas obras do viaduto de Santa Apolónia. “Trabalhei neste viaduto”, diz e aponta para cima. “Quem diria que seria a minha casa?.» 1

Uma associação muito misericordiosa achou por bem mandar meninas e meninos bem aviado(a)s para as ruas contar as pessoas sem-abrigo, façanha zumbaiada em tempos de Natividade. Estará prevista para breve a operação inversa, em que os contadores serão os contados e vice-versa.

V - Dança de S. Vito, com muinheira

«Mesmo para quem visite a Coreia do Norte com mais liberdade, existe sempre um constrangimento de movimentos, para além de uma exagerada recriação que é feita para os estrangeiros. Para quem está fora daquele culto de personalidade, é difícil aceitar o que nos é dito sobre os líderes e a grande quantidade de qualidades fora do humano que lhes são atribuídas.»3

Tenha ido buscar o nome a dança de imitação, a doença tramada ou a dinastias célebres, a península da Coreia é danada pela metade: no sul governam-se com a prata da casa, no norte arrastam a asa a super-homens de trazer por casa. Conheço um país que está à espera de um libertador saído do nevoeiro…

Morder o pó

«De acordo com um estudo levado a cabo pela Comissão Económica para a América Latina e Caribe (CEPAL) da ONU, nos últimos oito anos, o Brasil reduziu para metade a proporção de brasileiros considerados pobres ou extremamente pobres. Em 2005, mais de um terço da população (36,4 por cento) vivia abaixo do limiar da pobreza. Atualmente, o número recuou para os 18,6 por cento.»1

Ao invés, noutras partes do globo, por exemplo, naquela região donde partiram os chamados colonizadores do Brasil, verifica-se a tendência contrária. Brasil, disfruta, enquanto os abutres aí não voltam a aterrar por essa bandas, ou enxota-os sempre que tentem a aterrizagem…

É entrar, senhorias...

«O trabalho não declarado deverá representar 20,8 mil milhões de euros em 2013, provindo os restantes 10,4 mil milhões que não são declarados nem ao fisco nem à segurança social sobretudo de seis sectores: reparação de carros e motas, retalho out-of-store, refeitórios e serviços de catering, táxis, autocarros e transporte comercial, retalho não especializado e alojamento económico.» 1

Coisa pouca, espanta é que haja tantos a declarar(-se) …

1  Extrato da imprensa escrita.

2  Afirmações de Rui Rio aos média.

3  Afirmações do escritor José Luís Peixoto aos média.

 

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