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oitentaeoitosim

18
Set14

Um nome, o mesmo destino

Jorge

Dois Bentos, presumivelmente temerosos da propagação de resfriados, por conta de portas abertas, têm estado nas bocas do mundo, vítimas de falatório. Antes assim, os tempos estão mais reservados a boas práticas e poucas falas. Positivo é que se pode contar sempre com ambos, seja por muito ou pouco.

 

O Paulo não faz mal a uma mosca; mais, parece incapaz de enxotar uma mosca. Estava posto em sossego no pedestal de selecionador-coordenador do desporto-rei, quando se sentiu mal da perna.

Então – depois de uma competição horrível e de uma derrota humilhante -, terá decidido consultar o médico da seleção (o proscrito). O chefe direto descobre-lhe o despropósito e, nem eram decorridas 2 luas cheias consecutivas, mostra quem manda: manda-o bugiar.

Ato contínuo, Paulo obedece, sem dizer «ai» ou «ui». Sem pressas, dirige os seus passos ao farol do Bugio.

De cara ensimesmada, fechado em copas, ninguém lhe destapa um desabafo. Tem sido visto a cirandar pelas imediações do forte, nunca se sabe se dom Sebastião, no seu regresso, não fará escala por aquelas bandas…

Assim, já se augura que um dia voltará a ser chamado de emergência, a cumprir outra missão espinhosa, impossível mesmo, a convite dos senhores que regem a seu bel-talante a casa grande da seleção.

Ainda anela por uma coroa de louros.

(Nesse ínterim, assiste a jogos do Palmense.)

 

O Vítor é um economista-filósofo (ou vice-versa), com ares de mosca-morta. Porém tem têmpera, pinta e arrojo de enfrentar ondas alterosas, até de as surfar, seja na Nazaré, ou em Abaeté. Careca assumido, destila o charme e a comoção de um verdadeiro devoto.

De forma que, num belo dia decide devotar-se à redenção de um banco que o Estado adotou, mas não quis perfilhar, de mão dada com uns quantos maduros da arte de bem manejar o graveto.

O ato mais inspirado tem-no na cerimónia do rebatismo, pela qual a entidade cambista - pretensamente enjeitada pelo Estado - passa a chamar-se de «banco novo», embora «banco nas lonas» tivesse sido mais apropriado. Depois disso, nem novas, nem mandados…

(Esse banco bom tem um sósia, conhecido no milieu por «banco mau com’ás cobras» e todos se persignam, quando ouvem o seu nome, administradores cooptados inclusive, aquilo não dá currículo!)

Presume-se que o dono da cooptação não terá gostado de certos avanços do charmoso Vítor, que se dava ares de avançado-centro, quando não passava de avençado. Pois sim, tinha-lhe tomado mal as medidas, mas, por fim, quem se arrepende salva-se: faz a cama ao presumido manda-chuva em 2 tempos.

(Aquilo é para vender azinha, deixe-se de tangas!)

Diz-se que o mandadeiro saiu a bem e pelo próprio pé, sem fazer ondas. Um dia, quando for necessário salvar outra instituição bancária stressada, a pedir hasta pública, ou a separação das águas, ele estará aí para as curvas, basta que se lembrem dele. Quem sabe, nunca esquece.

(Emmentes, medita e tergiversa, medita e tergiversa.)

 

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